Bem, eis-me presente, assíduo ou não, meu tempo fora muito bom. É com imenso prazer que volto a escrever no blog, (porém agora é apenas um singelo e insignificante interlúdio) devo dizer que com toda certeza sinto mais falta de escrever, do que qualquer um pode sentir falta das minhas palavras. E bem, isso é tanto um enaltecimento quanto uma amostra de irrelevância.
Acho justo narrar minhas últimas aventuras. Bem, vamos lá.
Desde meu último texto, certas coisas começaram a se distinguir na imensa nebulosa de ideias. Não sei se esses amontoados poderão, algum dia, virar estrelas. Ainda assim é com muito otimismo que encaro minhas novas concepções.
A paixão incubada, que deixava-se vazar com frequência esporádica (dependendo do assunto, nem tão esporádica assim) fortaleceu. Bem, hoje tenho a pretensão de me tornar um cientista. Pois no fim, é o que eu realmente admiro.
Então, ultimamente tenho procurado conhecer mais o cosmos, instigar o pensamento científico, e usar do ceticismo o máximo que puder. Isso, certamente, refletir-se-á nos meus textos seguintes, de uma forma maior ou menor. Devo confessar algo, porém.
É um campo perigoso, e isso me excita, pois não posso divagar de qualquer maneira, senão, estaríamos falando de ciência? É claro, existe algo que não me abandona: minhas considerações e descobertas diárias sobre o comportamento humano. Mais que isso, algo que vai um pouco além de comportamento, algo que está presente em textos que falo sobre fazer o bem. Nesses mesmos em que perguntei e talvez respondi questões que me perseguem até hoje; Nossa ética, como podemos ser extraordinários, mas também como temos a tendência à frivolidade.
Se você clicar no primeiro texto, uma rude introdução do blog, lerá: "Como é o primeiro blog que tenho, vou colocar coisas sobre filosofia, ciência e pensamentos" como pode-se notar, talvez eu não tenha colocado muitos artigos científicos, mas talvez, e com um grande risco, o ceticismo e a racionalidade - componentes importantes para o pensamento científico - esteve presente na maioria dos textos. Eu sinto se começar a direcionar apenas para um tipo de pensamento mais rígido em termos, para poder provar meus pensamentos.
Podem chegar e dizer: "Ei, seu porra, eu gostava mais quando escrevia de tal forma". Então eu perguntarei "Por quê?", poderemos então chegar a um resultado melhor. Bem lembrado! A dialética nunca será perdida! Então, com uma mescla, chegarei a um produto um pouco digno. Boa sorte a todos.
segunda-feira, 25 de março de 2013
quarta-feira, 30 de janeiro de 2013
Marcha Fúnebre inconcebível
AVISO: Se é o primeiro texto que lê nesse blog, por favor, peço que leia pelo menos uns cinco textos de bom tamanho antes de ler esse.
Uma ferramenta extremamente idolatrada pela minha pessoa, e que na minha opinião, deve ser um forma de chegar a diferentes lugares de uma forma mais rápida e maluca, é indispensável para que se traduza o que vou fazer nesse texto. Aliás, eu a estarei usando.
O quanto você é certo? O quanto podemos nos dar como certo. Muitas vezes penso se o pensamento no qual coloco mais certeza, tem mais dúvidas do que aquela ideia que outras pessoas não possuem muita "confiança".
Então, se sou feito da incerteza, posso manipular alguns mecanismos que fazem tudo virar uma bagunça. Ao mesmo tempo, faço com que essa bagunça se expanda exponencialmente, sem parar. E assim, como produto final, obtenho um universo de ideias, e como tudo está misturado, mixado, tudo se contamina. É um bom jeito de explicar o funcionamento disso tudo.
Sou um homem múltiplo. Antes eram só suspeitas, mas agora tenho certeza. Como posso explicar a vocês, que considero minha habilidade mais afiada e excitada como a de conceber ideias tão contrastantes ao mesmo tempo. Como dizer, que não é minha determinação, inteligência, ou qualquer outro atributo, que considero meu máximo.
Será que é difícil, eu chegar e dizer? Pois muitos com certeza são capazes de fazer isso, eu não me pergunto nem sequer por um segundo se são dotados de faze-lo em maior ou menor grau. Mas eu considero isso. Também creio que é um dos grandes problemas quando se trata em conviver com as outras pessoas, eu espero interagir com uma outra pessoa que faça isso também. E bem, a todos que já conversei, não consegui perceber essa mesma característica em um grau que me agradaria e assustaria ( o que seria muito alto, principalmente para agradar), mas é muito bom, pois posso usar isso de uma forma individual.
Um dia conversando com um amigo, no meio da discussão, (provavelmente ele vai ler esse texto e vai reconhecer) ele me perguntou no que eu "acreditava", ou seja, qual minha visão sobre a discussão. E não pude responder, aliás, utilizei um trecho de um texto desse mesmo blog. Mas conversávamos sobre algo extremamente absurdo. Mas absurdo perante a quê? RELATIVO a quê? A visões, a concepções.
Se alguma ideia é considerada louca, mesquinha, maravilhosa, ou o que valha, é porque a mesma está sendo analisada por outro ideia anteriormente concebida, essa mesma ideia anteriormente concebida foi analisada por outra e assim por diante. Até que chegamos a qual ponto? O ponto em que uma ideia é aceita, sem mais nem menos. Ela simplesmente é aderida. Imposta.
Decidi falar sobre a confabulação. Entretanto, vou utilizar a ferramente que falei no começo do texto. Com ela, eu posso conceber qualquer ideia, mesmo que pareça ridícula, absurda, ou que insulte as concepções gerais, manipuladas e fracas da nossa sociedade, que são geralmente imposta pelos poderosos, através da mídia, religião, etc.
Aliás, acho que posso dizer, que é por isso que discordo completamente com uma parte da ideologia das religiões. Elas justamente te impedem de pensar de outro jeito, como vou poder usar minha arma se possuo uma ideia que proíbe que eu possua outras visões? Por que não posso ser muçulmano ateu? São de fato muito bonitos vários princípios da religião, como amor ao próximo, caridade e solidariedade, isso eu aprecio de fato, e aproveito deles quando surge uma oportunidade, pois a maioria deles eu não aprendi com a religião, mas outras pessoas sim, então posso estabelecer uma comunicação.
Então, se você está engessado em dogmas, tente imaginar. Pois a imaginação é primal, aliás, a mãe de todas as artes. E depois peça perdão para o seu Deus, por ter pensado diferente do que você mesmo acatou.
A conversa era a seguinte: Existem várias teorias a respeito do que é o tempo. Mesclando uma dessas teorias com o pensamento de que o universo está sob a ação de um ciclo* e ainda adicionando uns conceitos quânticos de possibilidades infinitas, eu formulei uma situação-problema que compartilhei com meu companheiro de confabulação.
Era assim:
Admitindo vários ciclos no universo, ou seja, tudo se cria e depois se destrói para se criar de novo, chegamos a um dilema. Devido as gigantescas (e chegam próximo do infinito, por mais irônico que possa parecer) possibilidades, tudo pode ser recriado de incontáveis formas diferentes. Mas se tudo não passa de um jogo de dados, vamos simplificar tudo.
Pegue um dado de 6 lados. Jogue-o. Tente tirar 2. Conseguiu? Bem, sem um limite de tentativas você vai acabar conseguindo cedo ou tarde. Agora arranje mais um dado de 6 lados, jogue um dado, tire 2, depois jogue o outro dado e tire 2 também, só que de uma vez só. Ficou bem mais difícil, pode ser rápido, como pode levar uma tarde inteira para você conseguir, mas e se....
E se o tempo for admitido como algo realmente tão infinito, que chega a ser insignificante? Se você tiver 2 bilhões de anos livres para fazer alguma coisa, por mais difícil que seja tirar mil dados com resultado 2 consecutivamente, uma hora você pode conseguir.
Orgasmante. Se você tiver 2 bilhões de anos, você faz qualquer coisa, agora pense na Evolução. Ela parece mais possível nesse ponto de vista? Mas é claro, não temos noção de quanto isso demora de acordo com o nosso ponto de vista humano. É assim que toda a complexidade da vida hoje pode ser explicada, o tempo na mão da Natureza. Ela dispõe dele como recurso que nunca vai acabar, por isso ela pode ser bem detalhista.
Eu disse mesmo que demore incontáveis bilhões de bilhões de anos, os dados podem cair na mesma posição, e uma situação idêntica a que está acontecendo agora, pode acontecer no "futuro". Então o futuro será igual o passado. Ao mesmo tempo que todos podem ser PRESENTE, ao mesmo tempo. Que é no que eu mais coloco minhas fichas, de que de fato não existe tempo, mas um eterno presente, digo isso fisica e filosoficamente.
Um pouco louco não? Não. Louco perante seu ponto de vista. Louco por causa das ideias que você tem guardadas aí, mas perante eu, que crio um recipiente para essas ideias, elas não são nem um pouco "loucas", elas chegam a fazer o maior sentido. Esse ato de não conceber ideias muito diferentes, impede a humanidade. O ser humano é engraçado, vivemos assim, a primeira ideologia que aprendemos julgamos como a certa, é claro que só por que você julga algo certo não quer dizer que o mesmo seja. É por isso que eu amo a Ciência, já disse e volto a repetir, a verdade é verdade, independente do que você acredita. A arte de mudar. E a Ciência, meu caro, é feita disso, ideias concebidas sem PRÉ-CONCEITOS, por mais que sejam diferentes das ideias que nos são apresentadas de ante-mão, por mais que sejam diferentes até das ideias que a própria ciência já estudou/estuda.
O título começa a gritar de maneira ensurdecedora nesse ponto do texto, acho que após essa breve introdução, poderei dizer a que vim.
Uma ferramenta extremamente idolatrada pela minha pessoa, e que na minha opinião, deve ser um forma de chegar a diferentes lugares de uma forma mais rápida e maluca, é indispensável para que se traduza o que vou fazer nesse texto. Aliás, eu a estarei usando.
O quanto você é certo? O quanto podemos nos dar como certo. Muitas vezes penso se o pensamento no qual coloco mais certeza, tem mais dúvidas do que aquela ideia que outras pessoas não possuem muita "confiança".
Então, se sou feito da incerteza, posso manipular alguns mecanismos que fazem tudo virar uma bagunça. Ao mesmo tempo, faço com que essa bagunça se expanda exponencialmente, sem parar. E assim, como produto final, obtenho um universo de ideias, e como tudo está misturado, mixado, tudo se contamina. É um bom jeito de explicar o funcionamento disso tudo.
Sou um homem múltiplo. Antes eram só suspeitas, mas agora tenho certeza. Como posso explicar a vocês, que considero minha habilidade mais afiada e excitada como a de conceber ideias tão contrastantes ao mesmo tempo. Como dizer, que não é minha determinação, inteligência, ou qualquer outro atributo, que considero meu máximo.
Será que é difícil, eu chegar e dizer? Pois muitos com certeza são capazes de fazer isso, eu não me pergunto nem sequer por um segundo se são dotados de faze-lo em maior ou menor grau. Mas eu considero isso. Também creio que é um dos grandes problemas quando se trata em conviver com as outras pessoas, eu espero interagir com uma outra pessoa que faça isso também. E bem, a todos que já conversei, não consegui perceber essa mesma característica em um grau que me agradaria e assustaria ( o que seria muito alto, principalmente para agradar), mas é muito bom, pois posso usar isso de uma forma individual.
Um dia conversando com um amigo, no meio da discussão, (provavelmente ele vai ler esse texto e vai reconhecer) ele me perguntou no que eu "acreditava", ou seja, qual minha visão sobre a discussão. E não pude responder, aliás, utilizei um trecho de um texto desse mesmo blog. Mas conversávamos sobre algo extremamente absurdo. Mas absurdo perante a quê? RELATIVO a quê? A visões, a concepções.
Se alguma ideia é considerada louca, mesquinha, maravilhosa, ou o que valha, é porque a mesma está sendo analisada por outro ideia anteriormente concebida, essa mesma ideia anteriormente concebida foi analisada por outra e assim por diante. Até que chegamos a qual ponto? O ponto em que uma ideia é aceita, sem mais nem menos. Ela simplesmente é aderida. Imposta.
Decidi falar sobre a confabulação. Entretanto, vou utilizar a ferramente que falei no começo do texto. Com ela, eu posso conceber qualquer ideia, mesmo que pareça ridícula, absurda, ou que insulte as concepções gerais, manipuladas e fracas da nossa sociedade, que são geralmente imposta pelos poderosos, através da mídia, religião, etc.
Aliás, acho que posso dizer, que é por isso que discordo completamente com uma parte da ideologia das religiões. Elas justamente te impedem de pensar de outro jeito, como vou poder usar minha arma se possuo uma ideia que proíbe que eu possua outras visões? Por que não posso ser muçulmano ateu? São de fato muito bonitos vários princípios da religião, como amor ao próximo, caridade e solidariedade, isso eu aprecio de fato, e aproveito deles quando surge uma oportunidade, pois a maioria deles eu não aprendi com a religião, mas outras pessoas sim, então posso estabelecer uma comunicação.
Então, se você está engessado em dogmas, tente imaginar. Pois a imaginação é primal, aliás, a mãe de todas as artes. E depois peça perdão para o seu Deus, por ter pensado diferente do que você mesmo acatou.
A conversa era a seguinte: Existem várias teorias a respeito do que é o tempo. Mesclando uma dessas teorias com o pensamento de que o universo está sob a ação de um ciclo* e ainda adicionando uns conceitos quânticos de possibilidades infinitas, eu formulei uma situação-problema que compartilhei com meu companheiro de confabulação.
Era assim:
Admitindo vários ciclos no universo, ou seja, tudo se cria e depois se destrói para se criar de novo, chegamos a um dilema. Devido as gigantescas (e chegam próximo do infinito, por mais irônico que possa parecer) possibilidades, tudo pode ser recriado de incontáveis formas diferentes. Mas se tudo não passa de um jogo de dados, vamos simplificar tudo.
Pegue um dado de 6 lados. Jogue-o. Tente tirar 2. Conseguiu? Bem, sem um limite de tentativas você vai acabar conseguindo cedo ou tarde. Agora arranje mais um dado de 6 lados, jogue um dado, tire 2, depois jogue o outro dado e tire 2 também, só que de uma vez só. Ficou bem mais difícil, pode ser rápido, como pode levar uma tarde inteira para você conseguir, mas e se....
E se o tempo for admitido como algo realmente tão infinito, que chega a ser insignificante? Se você tiver 2 bilhões de anos livres para fazer alguma coisa, por mais difícil que seja tirar mil dados com resultado 2 consecutivamente, uma hora você pode conseguir.
Orgasmante. Se você tiver 2 bilhões de anos, você faz qualquer coisa, agora pense na Evolução. Ela parece mais possível nesse ponto de vista? Mas é claro, não temos noção de quanto isso demora de acordo com o nosso ponto de vista humano. É assim que toda a complexidade da vida hoje pode ser explicada, o tempo na mão da Natureza. Ela dispõe dele como recurso que nunca vai acabar, por isso ela pode ser bem detalhista.
Eu disse mesmo que demore incontáveis bilhões de bilhões de anos, os dados podem cair na mesma posição, e uma situação idêntica a que está acontecendo agora, pode acontecer no "futuro". Então o futuro será igual o passado. Ao mesmo tempo que todos podem ser PRESENTE, ao mesmo tempo. Que é no que eu mais coloco minhas fichas, de que de fato não existe tempo, mas um eterno presente, digo isso fisica e filosoficamente.
Um pouco louco não? Não. Louco perante seu ponto de vista. Louco por causa das ideias que você tem guardadas aí, mas perante eu, que crio um recipiente para essas ideias, elas não são nem um pouco "loucas", elas chegam a fazer o maior sentido. Esse ato de não conceber ideias muito diferentes, impede a humanidade. O ser humano é engraçado, vivemos assim, a primeira ideologia que aprendemos julgamos como a certa, é claro que só por que você julga algo certo não quer dizer que o mesmo seja. É por isso que eu amo a Ciência, já disse e volto a repetir, a verdade é verdade, independente do que você acredita. A arte de mudar. E a Ciência, meu caro, é feita disso, ideias concebidas sem PRÉ-CONCEITOS, por mais que sejam diferentes das ideias que nos são apresentadas de ante-mão, por mais que sejam diferentes até das ideias que a própria ciência já estudou/estuda.
O título começa a gritar de maneira ensurdecedora nesse ponto do texto, acho que após essa breve introdução, poderei dizer a que vim.
Morte.
O que é morte? Morte, meus amigos, é o assunto mais horrível de se falar. Não, não nesse sentido que você está pensando, mas o motivo que você pensou é justamente a causa dessa dificuldade de trabalhar em cima dessa palavra.
Ultimamente andei lendo alguns artigos neurocientíficos que mostram a importância dos sentimentos a respeito de quase tudo que fazemos, senão tudo. Então, a morte que causa tanta tristeza e dor as pessoas, deve criar algo terrível ( e na minha opinião, extremamente necessário a nossa sobrevivência) a nosso corpo, dando ênfase é claro, ao nosso cérebro.
Talvez essa seja de fato uma explicação para como a morte tem uma importância divina na nossa vida. O que alguns não deixam de usar contra a maioria, utilizando desse temor para gerar meios de manipular as pessoas*. A partir do momento que tomamos consciência de que somos vivos, nada nos perturbou mais que o fim dessa vida. A clareira no fim do caminho.
Isso foi uma concepções mais impactantes, e vejam só, olhem ao redor, ela perseguiu os seres humanos durante todo o período de evolução do Homo sapiens! Talvez a consciência de que vamos morrer algum dia, - obter essa ciência, essa resolução - foi a principal diferença que afirmou a diferença do ser humano em relação aos outros animais.
A questão está ficando cada vez mais delicada... Pois a morte separa as pessoas e nossos laços são muito fortes, essa experiência de separação, como eu disse anteriormente, gera pertubações espalhafatosamente bruscas em nosso sistema. Um genuíno trauma.
E deve ser tratado com qualquer trauma, queremos distância do problema....
Então quando nos é prometido que vamos ver as pessoas que amamos quando essa vida acabar, talvez em outra vida, não sei, é muito reconfortante. Eu particularmente gostaria de admitir, até hoje, minha experiência com a morte foi menos intensa, as pessoas mais próximas que já perdi, se foram quando eu era menor, ou pelos menos quando eu não tinha tanta consciência disso.
Fica talvez mais fácil, para dizer que devemos encarar esse fato como algo natural, e que precisa ser revisto. Sou grato, que não passei ainda por momentos tristes devido a morte de alguém, pois agora posso ver com outros olhos, e me preparar para quando eu passar por isso.
Quero, usar minha ferramenta aqui. A respeito do que é perder ou não uma pessoa. Por que isso é extremamente desconfortável, o prognóstico de uma vida em que um ente querido não esteja mais ao seu lado.
A questão, é, qual a diferença entre a morte de um ser humano, e a morte de outro ser vivo qualquer? A questão é grotesca a princípio, e para finalizar esse ensaio, vou dar minha opinião.
Acho até digno de mencionar um pedaço de um texto sobre Estoicismo. (Aliás, eu mesmo já publiquei o texto todo aqui no blog, procura aí), pois concordo com a maioria do que essa corrente prega, senão tudo:
"Ora, nesse contexto, como se deve portar o homem diante da vida e do universo? Para o estoico, ao compreender que é um ser racionar que possui uma maneira de ser de acordo com o universo, o homem deve entrar em harmonia com esse cosmo e viver de acordo com suas leis.
Diante disso, não há motivo para desespero até mesmo diante do sofrimento. Se a dor existe, ela é parte integrante do homem e do universo, e, portanto, é boa. Se o homem resolver revoltar-se contra a dor é por que não compreende que ela é parte de uma harmonia cosmológica perfeita.
Isso vai gerar uma atitude muito austera diante da vida. Ao estoico, sofrer pela do não faz o menor sentido. Por exemplo, a morte lhe é um fato natural, portanto, não o pode abalar."
Acho até digno de mencionar um pedaço de um texto sobre Estoicismo. (Aliás, eu mesmo já publiquei o texto todo aqui no blog, procura aí), pois concordo com a maioria do que essa corrente prega, senão tudo:
"Ora, nesse contexto, como se deve portar o homem diante da vida e do universo? Para o estoico, ao compreender que é um ser racionar que possui uma maneira de ser de acordo com o universo, o homem deve entrar em harmonia com esse cosmo e viver de acordo com suas leis.
Diante disso, não há motivo para desespero até mesmo diante do sofrimento. Se a dor existe, ela é parte integrante do homem e do universo, e, portanto, é boa. Se o homem resolver revoltar-se contra a dor é por que não compreende que ela é parte de uma harmonia cosmológica perfeita.
Isso vai gerar uma atitude muito austera diante da vida. Ao estoico, sofrer pela do não faz o menor sentido. Por exemplo, a morte lhe é um fato natural, portanto, não o pode abalar."
A diferença pode estar não em quem morre, mas em quem lhe dá por falta. Nós humanos, criamos fortes laços com os outros, é o nosso jeito, e nesse planeta, cada um, cada espécie tem seu jeito. Porém quando não emitimos mais impulsos elétricos, aqueles em nossa volta é que vão sentir nossa falta. Quando uma formiga morre, suas semelhantes não são tão afetadas. Ao mesmo tempo que os elefantes velam seus mortos, agora digo, os elefantes possuem um cérebro grande e uma certo grau de inteligência. Então, será que tudo que achamos ser exclusivo do ser humano, de ordem divina até, não é apenas resultado da seleção natural?
Por que uma formiga não é importante? Qual seu conceito de ser importante? Ser capaz de sentir, emocionar-se? Possuir uma vantagem cognitiva? Então, antes de termos aqui na Terra o ser humano moderno, nada importava? Pois tudo aquilo que julgamos nos fazer diferentes dos outros animais veio da evolução. Do mesmo modo que um animal possua características que nós nem sonhamos em ter, ele não seria também "especial"? Antes de evoluirmos? Ah, você não "acredita" (palavra cretina) na Evolução? Então... Deveria ter parado de ler o texto quando falei da ferramenta.
Por que uma formiga não é importante? Qual seu conceito de ser importante? Ser capaz de sentir, emocionar-se? Possuir uma vantagem cognitiva? Então, antes de termos aqui na Terra o ser humano moderno, nada importava? Pois tudo aquilo que julgamos nos fazer diferentes dos outros animais veio da evolução. Do mesmo modo que um animal possua características que nós nem sonhamos em ter, ele não seria também "especial"? Antes de evoluirmos? Ah, você não "acredita" (palavra cretina) na Evolução? Então... Deveria ter parado de ler o texto quando falei da ferramenta.
Essa era minha armadilha para você, uma reflexão cruel. A arte de pensar em algo absurdo, longe das concepções do que essa sociedade impõe como ético, como educado, como certo.
segunda-feira, 7 de janeiro de 2013
Uma Miscelânea Harmoniosa
Antes de qualquer despedida, gostaria de pedir para esquecerem os rótulos.
Me chamem do que quiserem, não serei perfeito sobre o que irei falar, mas o primeiro que pensar, falar, ou o que seja, sentir, que estou errado pois o que eu digo não pode sobreviver nesse mundo, também deve pensar, falar, ou que seja, sentir, que você também é responsável por essa triste realidade. E se isso persistir, tenho certeza que enquanto você diz que nada pode ser feito, eu digo que eu já começo a tentar algo.
Minha principal intenção para o texto era divagar sobre os famosos rótulos, mas acredito que o problema vai muito mais além disso. O caso é que vou tratar de algo tão ligado a nossa sociedade, ao nosso dia-a-dia e a nossa relação com as outras pessoas. Vou abordar vários pontos.
Mas faço tudo isso com um prazer imenso. Além do bem-estar em escrever também me acompanha a vontade de que depois de dizer coisas que considero improdutivas e que não fazem parte de uma conduta que procura a harmonia, a paz e o amor entre as pessoas, posso também dizer que sim, se quisermos é gratificante abandonar tudo isso que nos obrigamos a carregar. Me ajude a largar isso no caminho, e nos livrar desse peso que não nos ajuda em nada.
Bom, primeiramente gostaria de dizer que hoje, não conheço as explicações científicas, dentro das quais me interessariam as psicológicas e biológicas, estas últimas principalmente. Porém pretendo solucionar isso futuramente. Em verdade eu vos digo, não sei se conseguem imaginar a ânsia por entender o ser humano que existe dentro de mim. Porém eu procuro as respostas em algo que não leva em conta conceitos errantes e egoístas, algo que não depende de um deus ou de uma vontade superior, algo chamado ciência; que nos revela a verdade nua e crua. Sem maquiagens, sem ilusões.
Apesar de não poder apresentar as causas, posso apresentar o problema. E talvez depois de tudo uma solução. Enxergá-lo não é difícil, combate-lo, sim. Pois não é sempre que querem ir contra ele. Não, muitos o incentivam, aliás a maioria. Muitas vezes inconscientemente... Mas lhes garanto, podemos perceber que o ajudamos a crescer em várias atitudes cotidianas. Deuses...
No meu texto "Lutando por mim" fiz um poema de uma criança oculta, a princípio horrorizada com sua transformação, depois, simplesmente esquecida, vegetando em sabe-se lá onde dentro de cada um. É de fato um processo revolucionário. Onde aprendemos que não devemos temer monstros por que eles não existem, são de faz-de-contas, porém isso é uma mentira, pois os piores monstros imaginados por uma criança não seriam páreo em maldade para aqueles que habitam entre nós.
Uma frase que marcou muito esses últimos tempos é algo mais ou menos assim: "Antes não nos importávamos com a cor, a origem, ou a riqueza daqueles com quem iríamos brincar, mas sim do quê iríamos brincar". Já parou para pensar nisso? E será que o mesmo não poderia ser dito, sobre o comportamento que você possuía em relação aos animais? Sim. Muitas crianças perdem tudo isso antes de ainda deixarem de ser criança... Mas em algum momento, você sabe que muita coisa era diferente, não existiam uma porção de frases na sua cabeça como: "O mundo é assim", "Não há o que se possa fazer", "É melhor você pensar só em si mesmo, se não não terá chance nesse mundo". Mas aos poucos elas se introduziram na sua vida, foi um processo tão gradual que nós não percebemos.
E isso não para na infância, a juventude é vista com maus olhos pelos observadores mais velhos. É quando não se pode mais controlar, e a aquela criança compete com o adulto que vem. E todos nós, me digam meus amigos, sabemos que na maioria das vezes essa criança perde. Pelo menos nesse mundo é assim.
Onde estão seus valores?
Uma história interessante aconteceu comigo esses dias, eu distorci um pouco a história no que se diz respeito as pessoas envolvidas. Acredito que não tenho amigos que agiriam dessa forma, bom, lá vai:
"Estávamos conversando normalmente quando meu amigo disse que reprovava inteiramente a conduta de um terceiro. O suposto errato (decide chamar assim o suposto culpado) não possuía muitos problemas em conversar sobre assuntos sexuais. E meu amigo disse que isso era muito errado, pois ele falava isso para uma pessoa próxima do meu amigo, (uma amiga dele, vamos colocar assim). Então eu perguntei:
— Sua amiga não quer ouvir o que o errato diz?
— Bom, na verdade ela não acha ruim. Mas o que ele está fazendo é errado!
— Se eles decidiram conversar daquilo por que ele está errado? — Indaguei.
Meu amigo justificou que a atitude dele estava errado perante os conceitos de certo e errado de uma religião cristã. Nada surpreso com a resposta, perguntei novamente:
— Desse modo, é somente através da religião que você pode dizer se o que ele faz é errado?
— Sim — Ele concordou
— Então me diga, e se o errato for por exemplo, hum... Muçulmano? Como dizer a ele que o que ele faz é errado na sua religião, mas não na dele?
A partir daí o relato não nos importa.
Então, se meu amigo só podia dizer que o errato possuía de fato uma conduta "indevida" de acordo com um dos maiores divisores de águas entre os seres humanos: uma religião.
Eu vos pergunto, como lidar com uma religião que prega igualdade entre os homens, solidariedade e compaixão pelo próximo, sendo que ao mesmo tempo ela exige que você a adote e vista um rótulo: Cristão, muçulmano, hindu, ou etc. A partir daí você já chega a uma contradição. Se a igualdade é pregada, mas ao mesmo tempo requer que você adote somente os deuses, ou a postura daquela religião. Então qual é a certa? Pois com a mesma ferocidade que um cristão acredita que seu Deus é o supremo, um hindu também acredita nas suas divindades.
Por esse raciocínio, acho que a religião contribui em muito com a separação que vemos hoje em dia. Se bem que esse tipo de sistema tentou, pois existem alguns princípios a serem seguidos, e são muitas vezes são bem-sucedidos, exatamente por seu caráter supremo e místico. Porém, com a evolução do homem, alguns princípios se veêm perdidos e sem razão, mas, se eles são divinos, como podem ser alterados, ou blasfemados? Eis o problema.
Com grande contribuição da religião, e de outras doutrinas, o sistema impõe alguns valores convenientes. Isso é presente em qualquer modo de produção. Se pegarmos como exemplo, o socialismo soviético - lembrando é claro que o regimes socialistas na prática, principalmente em seu ícone, a URSS, não seguiram muitos dos ideais Marxistas - houve por parte do governo uma indução a um comportamento que favorecia o tipo de regime. E do mesmo modo acontece hoje no capitalismo. Mas não quero falar sobre capitalismo, estou falando do sistema, que é algo muito maior.
Uma vez, e tenho certeza que esse fato é contado por muitos, em uma entrevista a um programa de televisão ao vivo, Elis Regina discutia assuntos demonstrando opiniões extremamente evoluídas para a época, quando em certa parte da entrevista, a apresentadora faz uma pausa na entrevista e diz que alguns telespectadores ligaram para dizer que estavam se sentindo incomodados pois a Elis não estava sentada de pernas cruzadas, mas sim como as pernas em forma de borboleta, ou sentada igual índio se preferirem.
Da onde vem esse incômodo? Por que é tão difícil?! Por que não se pode ser diferente de padrões impostos por religiões, mídia, governo - muitas vezes através de verdadeiras lavagens-cerebrais, E NÃO ME VENHA COM ESSA! SE DIZEM A UM HOMEM QUE ELE NÃO DEVE QUESTIONAR, É POR QUE SE ELE O FIZER, NÃO PODERÁ MAIS SER CONTROLADO!!! VIVEMOS NO CÚMULO DA HIPOCRISIA, POIS PROFERIMOS NOSSOS VALORES, ENQUANTO O SISTEMA SÓ PODE FUNCIONAR SE TODOS ESSES VALORES FOREM QUEBRADOS, todos... Sem nenhuma insignificante exceção. Pois esses valores são vazios, são impostos.
As pessoas se sentem de uma maneira completamente absurda quando estão presente de algo diferente delas, algo que não condiz com tudo que ela aprendeu. Mas ela nem se deu ao trabalho de questionar o que ela aprendeu.
A nossa Guerra-diárias
O que eu sou? Toda forma de enquadramento é tão radical, que eu seria um estúpido se falasse apenas das religiões aqui. De forma alguma acredito que as religiões são as piores, apesar de contribuírem bastante. Não... Diariamente somos encaixados em classificações rígidas e cheias de "pré-conceitos".
Ou você É OU NÃO É. Me diga meu amigo, você nunca pode pensar por si mesmo, e sim adotar um grupo ou outro. E a partir do momento que voce adota um grupo, o outros devem estar necessariamente errados. Se não você é um hipócrita, um poser, alguém não bem-vindo. Mas bem-vindo as diferenciações, as classificações. Vamos etiquetá-lo direitinho, sim.
Em um texto anterior, não entendi a princípio por que tanto problema em relação a discutir as várias posições, contra e a favor do vegetarianismo. E por fim me deslocar mais para o lado a favor. Isso não entra na cabeça das pessoas, é impossível gostar de rock e sertanejo ao mesmo tempo. Se você for mulher deve ser rebaixada, se for gay discriminado, se for você mesmo, condenado.
Agora vejo um imenso problema, que não acaba apenas em obrigar que se escolha onde ser enquadrado. Fazendo menção a Foucault: "Não me pergunte quem eu sou, e não me diga para permanecer o mesmo". Bem vindo ao Senso Incomun, meu amigo.
Como se não bastasse, finalmente vi um campo fértil para o ciclo do ódio. Que é alimentado pela incompreensão das diferenças, e de uma condenação doentia dada as mesmas. Ali, as pessoas como há muito tempo fazem, se separam em grupos e mais grupos.
O Nazismo foi uma fase relativamente pacífica, na minha opinião, com o que realmente acontece hoje em dia. E o mecanismo vai girando e girando, cada vez mais rápido e caótico.
A peça que encontrei há um tempo atrás realmente era pequena, a maquinação de um esquema de ódio está tão trançada na sociedade que vivemos, que nossos amigos nos olham com outros olhos de vez em quando. Nós olhamos nosso amigos com outros olhos, a todo momento.
Então aonde vamos chegar?! OH! POR FAVOR! me diga!! Aonde? Será que existe...?
***
Acorde, levante-se e faça...Faça seu ciclo do amor
Sentir raiva dos mecanismos que contribuem para isso não é a resposta. Eu admito, é difícil, eu mesmo não controlo isso às vezes. Sentir ódio por aqueles que lutam para que tudo continue do mesmo jeito, sentir raiva por toda a hipocrisia estabelecida, me odiar por estar aqui escrevendo tudo isso... Sendo que sou apenas um adolescente de merda que não sabe nada sobre o mundo, que fica escrevendo coisas tolas mas que um dia vai aprender como a vida funciona, e aí Sim! Ah! Aí vai ficar quietinho e continuar vivendo como tudo deve ser.
Então eu lhes digo, sim, eu falei muita coisa errada, sim eu participo de tudo isso, mas não eu não quero continuar e sim... Pelos deuses, eu QUERO AMAR!
Eu quero amar, combater esse ódio com outra moeda, a solução nunca será raiva se o seu problema é ela. As respostas vem para nos mostrar algo diferente, algo que não estávamos vendo antes.
Foi isso que aprendi, isso que venho aprendendo. Muito mais depois de escrever esse texto. Como eu já disse antes, eles vão tentar me matar por erguer essa bandeira, mas minha bandeira não é um convite a luta, mas a conciliação. Estou criticando a raiva que nutrimos pelas pessoas devido a suas atitudes, estou falando de ver o lado bom, em vez de ver o lado ruim. E se esses meus últimos texto forem comparados, terão algo muito em comun.
Portanto, não me odeie por ter escrito tudo isso, veja as coisas boas que eu escrevi. Antigamente eu não me importaria com seu ódio. Agora não uso mais a palavra importar. Só isso que eu lhe peço, mas ainda acho que não posso controlar suas atitudes, muito menos devo. Convido-o a ser você mesmo, e durante esse processo, não gere atrito com outros que estão parados ou em movimentos. Siga seu fluxo, que, em vez de provocar faíscas, você irá na verdade atrair chamas ardentes daqueles que também querem seguir esse caminho. Meus cumprimentos, se você me fez o favor de ler todo esse texto. E obrigado, por cada pedacinho de atenção que você prestou a essa leitura. Paz e amor, respeito e paz. E que o lado ruim nunca desapareça, pois precisamos de guerra para conhecer a paz.
segunda-feira, 31 de dezembro de 2012
Lapidando o espírito
Simplesmente vou escrever. E por favor, não me venha com merdas depois de ler o texto, pelas minhas atitudes é possível perceber minhas crenças e descrenças, não vou admitir insultos a minha inteligência por causa de comparações cruas e utilização de conceitos pertencentes a uma doutrina. Ao meu ver, só se pode usar a sua "doutrina" em pessoas que acatam a mesma. Caso contrário põe bomba no corpo e vai converter!
Eu vi a beleza na ciência e na filosofia e aprendi o que eu pude. Me interessei e cresci mais um pouco, já não sei muito bem para onde vou, mas diferente do famoso texto, nenhum lugar me serve.
Se for necessário, levarei a madrugada inteira para escrever esse texto. Mas ele será postado com certeza.
Estou me espremendo.
O que trouxe até aqui na minha jornada, tem me ajudado entender como se faz, e como funciona. Aqui será anotado meu lembrete, mas não para você, não. Um lembrete que vai me lembrar da situação que eu estava, e isso espero (se não vou ver que simplesmente passei grande vergonha e acabei com as chances de fortalecer mais um laço).
O pior de tudo é que vou ficar 3 dias nas cegas antes de ver qualquer reação a esse texto. É um grande tiro no escuro, mas é um bom tiro, por que eu atiro com a mente*.
Eu vi a beleza na ciência e na filosofia e aprendi o que eu pude. Me interessei e cresci mais um pouco, já não sei muito bem para onde vou, mas diferente do famoso texto, nenhum lugar me serve.
Se for necessário, levarei a madrugada inteira para escrever esse texto. Mas ele será postado com certeza.
Estou me espremendo.
O que trouxe até aqui na minha jornada, tem me ajudado entender como se faz, e como funciona. Aqui será anotado meu lembrete, mas não para você, não. Um lembrete que vai me lembrar da situação que eu estava, e isso espero (se não vou ver que simplesmente passei grande vergonha e acabei com as chances de fortalecer mais um laço).
O pior de tudo é que vou ficar 3 dias nas cegas antes de ver qualquer reação a esse texto. É um grande tiro no escuro, mas é um bom tiro, por que eu atiro com a mente*.
3 nomes
Tudo começou com uma brincadeira de facebook. Mas acabou como uma descoberta tremenda. Não sei se sabem do que estou falando, acredito que muitos aí já caíram nessa. Enfim, eu não caí completamente, pois consegui consertar qualquer dano indo às pessoas certas.
O caso é que eu não admito muito deslizes da minha parte, por que eu tenho objetivos cruéis. Nos mesmos, erros bobos não podem existir, então fui ver onde me encontrava. E encontrei com uma coisa asquerosa e horrível, um demônio, vivendo perto de algum lugar, e eu não havia o enxergado.
Apesar de todo esforço para repugnar a coisa, eu não fiz nada. Aparentava ser um vampiro, que suga mais* anestesia. Nos deixa dormentes, faz esquecermos que está ali. E continua sugando, chupando.
Agravamento
Como o tempo voa. Principalmente quando você não marca as horas...
Se foi apocalíptico não sei dizer. Ultimamente me dividi em dois, uma parte irracional e a parte que chamo carinhosamente de "futuro físico quântico". Bom, não posso negar que as duas se dão muito bem! Na verdade eu bem que poderia arranjar esse pretexto e fazer um texto sobre como estou sendo dissecado por duas visões gritantes, mas não! Essa loucura coube perfeitamente nas ideias da minha pessoa, e estão pacíficas. Só vou citá-las por que tudo começou a desandar, e as feras adormecidas sempre acordam primeiro que as ideias incríveis aprisionadas em uma mente.
A parte irracional diria que isso deveria realmente acontecer, a parte "futuro físico" prefere omitir sua opinião para não traumatizar as pessoas apaixonadas. Enfim, conheci uma garota por meados da última semana de dezembro, como vocês podem conferir, é algo extremamente recente.
Mas ela era digamos tentadora de tão interessante. Nunca conversei com uma menina que me deixasse tão intrigado (acalmem-se, é meu último desejo transformar esse blog em algo uh, melhor nem dizer). Pois bem, esse foi mais um ingrediente vital na minha revolução atual. Não sei exprimir, não é nada apaixonante, é algo que vi refletido na imagem de mais um desafio, algo natural e ao mesmo tempo feito tão errado por tantas pessoas. Se trata de algo por enquanto inexprimível. Sim, uma garota, mas retirem todos os conceitos que vocês sabem, é, é uma menina mas e daí? Se fosse um cara não mudaria nada, por que não estou falando de sentimentos que estou nutrindo por alguém - isso realmente não é da sua conta - mas o quanto uma pessoa que emerge do nada pode me transtornar tanto assim, não por uma questão física e emocional, mas por algo que se aproxima das minhas divagações sobre aquele ser incrível que vive em cada um. Me vejo agora mais perto de exorcizar esses males, e sabe, vou compartilhar algo com vocês.
Queria ser visto a par de toda essa sociedade, e isso não é querer ser diferente pra chamar atenção, mas seria bem mais fácil. Uma vez assisti um episódio de House, em que o paciente era um menino com autismo. Eu me identifiquei totalmente com House quando ele ficou com inveja do menino. Por quê? Ora!
Você não precisa se adequar a padrões e ditaduras como as pessoas "normais", deficiente não faz diferença. É inútil. Me dói escrever esse pensamento das pessoas, mas ele é real. O quanto se surpreenderiam elas com as proezas que qualquer ser humano pode fazer? Não sei. Só sei que ser uma pessoa que não pode ser colocada no padrão seria muitíssimo interessante.
Eu pagaria o preço de ser considerado estranho, esquisito, principalmente louco (no sentido patológico), por que isso não passaria de opiniões, e o meu prêmio me aguardaria. O meu prêmio seria que não cobrariam certas posturas, desenvolturas e atitudes para que eu seja considerado aceitável. Eu tenho meus princípios, eles podem sobreviver fora disso tudo. Não peço isso para outras pessoas, só pra mim, acho as consequências insignificantes. Enfim, enquanto não consigo esse respeito - pois é assim que o considero- continuo com as implicações da minha metamorfose em um estágio incógnito.
Retornando ao fato da bela garota ter contribuído - e muito - para minha situação aguda e crítica, a qual me encontro nesse momento - e que vai me levar a tomar atitudes agudas e obviamente críticas - mais um peso contou a favor de um lado da balança.
Os grupos
Uma vez eu quis construir uma casa na árvore...
Não quero que isso pareça uma reclamação, e não estou me importando o que vocês vão achar do texto. Por que como já disse, estou escrevendo para me lembrar, mas também para explicar a vocês da minha situação.
As pessoas são de fato muito desanimadas. São desanimadas aqui, e são desanimadas ali. Não entendo a dificuldade em fazer parte de um grupo. Quando os interesses se mesclam, chegamos a um clímax de intenções e o ânimo se exalta. E para isso não são precisos climas tensos, ou discórdia exacerbada e evidente. Não, os piores conflitos são aqueles silenciosos, vem fugazes e atrozes, de fontes obscuras.
Porém, quando eles chegam todo mundo os nota. Ou simplesmente se esforçam para ignorar.
Mais uma vez entrando em um campo mais ~experiência pessoal~ tenho que deixar anotado para a posteridade um dos famosos motivos que fazem um homem cair: Quando as mãos que se ofereceram para ele se levantar, começam a se soltar.
E isso se trata de algo simples. A imagem porém é essa que pintei para vocês, pois o fim de um grupo, não diz respeito a uma atitude isolada, mas de algo tão conjunto que chega a ser crime colocar a responsabilidade em um ou em outro. Somos capazes de criar círculos que podem ser desmontados facilmente, mas convenhamos, são dificílimos de serem montados.
O que mais me impressiona disso tudo, é o teor de participação das pessoas a minha volta nessa minha revolução. O fim de ano não possui significado nenhum, não existem votos de ano novo, mas sim algo que precisa ser resolvido agora, urgentemente, sem que se haja tempo para pensar. Mas isso me assusta.
Antes se tratava do que eu fazia para melhorar a minha pessoa, mas então cheguei a dois vereditos ainda mais tenebrosos:
- Só eu posso me entender, assim posso conceber minhas ideias sem nenhuma margem de erro, e isso me permite ir além dos meus limites sozinho, pois sou como um computador isolado, posso fazer tudo dentro de mim, e tenho a vantagem de possuir um cérebro. Posso evoluir, ampliar meus limites cada vez mais. Não poderia fazer isso de maneira tão exponencial quando em comunhão com outras pessoas.
-É necessário se desenvolver ao máximo para atingir metas tão altas, e isso implica em um aprimoramento individual assustador, em vários campos, em vários aspectos. Porém a partir daí surge algo mais complexo, e é isso o que está me levando ao "vamos ver". É a transmissão de ideais, de energia para os comensais. Pois é fato que não se pode conseguir algo aqui sozinho, é lei natural. Como isso não vem dando certo, estou me desesperando, e sim, é uma atitude que não devo tomar.
Vem me afetando até nas minhas posturas que tomo desde que me vejo como um projeto de gente, a minha paz, e principalmente a arte de nunca levar as coisas a pontos estressantes, conflituosos no sentido mais pobre da palavra, um sentido que fere os propósitos que muitas pessoas proclamam por aí. Quase me pego escrevendo algo desnecessário e que não tem muito a ver com o assunto, assim estou meus amigos, assim estou.
Uma promessa de boas-novas
Chega a hora que vou decidir. Afinal o que fazer diante de tantas questões? Vou meditar sobre tudo isso. Mas antes de tudo e mais importante abandonarei minha rotina, o que também acredito que já passava dos limites. Não é um ato tão simples, acredito que não vou chamar de sacrifício ( no sentido de se abster de algo, e pelos deuses não estou fazendo voto e promessa para ser agraciado) mas sim de um momento de intensa reflexão, o que por sinal não vai ser fácil.
Convido a todos, a se lembrarem sempre que a vida é determinada de acordo com objetivos tão ocultos que você não pode pronunciá-los, nem expressá-los de maneira muito concreta. É por isso que não saberia responder quais são meus objetivos se me perguntassem. Eles estão incrustados em mim, por causa do meu jeito de ser, eu vou ser encaminhado naturalmente. Não chamo isso de destino, mas simplesmente, você faz sua vida. Essas metas, são de fato impregnadas na sua pessoa, mas antes deles se consolidarem é possível moldá-las e esculpi-las a bel prazer. Foi isso que fiz, e não me arrependo nem um pouco, só quero que o trabalho seja digno de chocar senhoras de meia-idade.
quinta-feira, 27 de dezembro de 2012
Lutando por mim
Eu gostaria de dizer carinhosamente a todos aqueles que procuram fugir da ignorância, que procuram o conhecimento sobre tudo, mas aqui priorizemos o conhecimento sobre a sociedade, sobre como tudo funciona. A você, minha amiga ou meu amigo, que sempre buscou tirar as vendas e ver o mundo real, saber não através de mentiras confortáveis mas da velha e bruta verdade. Quero expressar, o sentimento que venho sentido por vocês em uma palavra muito mágica. Foda-vos.
AH! Já faz um tempo que não escrevo nesse blog... Como algum leitor assíduo deve ter percebido (tomara que existam mais de dois) Mas acredito que deixei material suficiente para entreter pelo tempo que passei fora. Obrigado a todos que leram das palavras que juntei. Agradeço profundamente. Mas não se acanhem, me xinguem, critiquem, podem até me elogiar um pouquinho. Mas quero confabular com todos!
Nesse texto vou montar a trajetória de uma criança, até se tornar um adolescente. E falar da criança interior desse pré-adolescente... Ela fica tão chocada, mas cada vez mais largada e esquecida. E fazer é claro a anotação da visão crítica e revolucionária desse adolescente sobre os adultos, não sobre o seu futuro, mas sobre o presente, a respeito daqueles que ele vê hoje, e dos quais nunca quer se igualar.
Será que ele vai conseguir? Até agora ele não sabe dizer se conheceu alguns que se preservaram. O maior medo desse adolescente é descobrir que mesmo ele, ELE! No auge do seu egocentrismo irá sucumbir a essa força de fabricar pessoa que não sonham mais como deveriam e o que ganharam de conhecimento acumulado e porte físico, perderam de suas épocas mais doces, inocentes e esclarecedoras. Mas podem ter certeza, se ele perder, ele terá lutado até o fim.
Acho que posso invocar uma letra de música, pra dizer o que esse texto vai causar em muitos que chegarem a lê-lo:
"Agora cuidado com o que você diz, ou eles vão te chamar de radical, um liberal, fanático, criminoso."
A dor é excruciante quando a criança desvenda a falha do herói. Mas não seria muito pior, se o herói apontasse sua falha, não para dizer para a criança "Eu não sou perfeito, mas ainda posso ser o que quiser". Não, nunca para isso. Ele não é herói, é anti-herói. Aponta a incoerência e diz: Você vai se tornar assim.
Papai Noel não existe...
Vampiros e Monstros? Nada no armário?
Por que isso é tão triste?!
Não façais minha tumba, meu entalho
Bom, aos poucos aceito.
Acho que abandonar medos não é tão mal.
Mas e essa de preconceitos?
Meus pais dizem... por que não?
Falo para vós, mas não sou eu
Sou o inconsciente, a criança adormecida
Sou a parte infeliz, Deus...
Por que me lembro do que era
Agora, as cores importam na hora de brincar
Sorrir para o outro, nem sempre que dizer amar
Não me pergunto do que vou brincar, mas com quem
No banco da igreja, só sei dizer amém
Agora, desprezo meus medos, e quem dera só os negasse
Por que também desprezo meus amores
Mas como sou a parte adormecida, não entendo...
E fico aqui triste, confuso, adoecendo.
Às vezes sou reanimado, um olhar feliz
Uma beijo dado com amor. E até algo que nunca senti
Será que me lembro de como eu era?
Tudo bem... Ficarei em silêncio, na minha semiesfera.
***
Me torturam, deixam ao léu
Dizem que vai passar, que mudarei, pra melhor...
Que eu devo vestir o véu
Parar de olhar pro céu.
Sádicos! Cruéis! Bastardos da alegria
Ignorantes da simplicidade e da imaginação!
Eu almodiçoo todos vocês. POR QUE
EU NÃO SOU COMO VOCÊS QUEREM QUE EU SEJA!
***
Claro, os adultos, não se engane caso não pareça!
Que agora já não ligam. Entorpecidos?
Nunca, voluntariamente desistiram de vez!
De serem eles mesmos....
Não façais minha tumba, meu entalho
Bom, aos poucos aceito.
Acho que abandonar medos não é tão mal.
Mas e essa de preconceitos?
Meus pais dizem... por que não?
Falo para vós, mas não sou eu
Sou o inconsciente, a criança adormecida
Sou a parte infeliz, Deus...
Por que me lembro do que era
Agora, as cores importam na hora de brincar
Sorrir para o outro, nem sempre que dizer amar
Não me pergunto do que vou brincar, mas com quem
No banco da igreja, só sei dizer amém
Agora, desprezo meus medos, e quem dera só os negasse
Por que também desprezo meus amores
Mas como sou a parte adormecida, não entendo...
E fico aqui triste, confuso, adoecendo.
Às vezes sou reanimado, um olhar feliz
Uma beijo dado com amor. E até algo que nunca senti
Será que me lembro de como eu era?
Tudo bem... Ficarei em silêncio, na minha semiesfera.
***
Me torturam, deixam ao léu
Dizem que vai passar, que mudarei, pra melhor...
Que eu devo vestir o véu
Parar de olhar pro céu.
Sádicos! Cruéis! Bastardos da alegria
Ignorantes da simplicidade e da imaginação!
Eu almodiçoo todos vocês. POR QUE
EU NÃO SOU COMO VOCÊS QUEREM QUE EU SEJA!
***
Claro, os adultos, não se engane caso não pareça!
Que agora já não ligam. Entorpecidos?
Nunca, voluntariamente desistiram de vez!
De serem eles mesmos....
Tenho o direito de fazer um ensaio sobre uma fase nebulosa chamada infância? A apoteose da fumaça da mente, onde um medo era irracional, e a coragem era suicida?
Você se lembra?
O que é crescer?
E que Deus tenha todos nós. Mas o que eu faço agora, um homem disse que Deus está morto...
De tão enfadado, não ouso mais uma linha.
O que é crescer?
E que Deus tenha todos nós. Mas o que eu faço agora, um homem disse que Deus está morto...
De tão enfadado, não ouso mais uma linha.
sábado, 17 de novembro de 2012
Memórias de um garoto egoísta
Gostaria de expressar uma opinião, que sinceramente eu percebo. Posso? Bom, o caso é o seguinte, a uns tempos atrás escutei a expressão "pseudo-intelectuais", conheço pessoas que perguntariam, bom, mas o que você define como intelectual? Etc, etc. Simplesmente não disse nada quando ouvi a expressão, apesar de ser incluído nesse rótulo. Acho importante discutir isso, neste texto, por que acho que um assunto vai interferir profundamente em um futuro texto.
Bom, existem obviamente sentimentos ruins nas pessoas. Tenho muito deles, e ultimamente estou tentando abordar uma nova postura, minha dedução deliberadamente expressada, como a formei, através da razão obviamente. Vamos aos fatos.
Sou novo, ou seja, não tenho muito experiência prática. Porém sempre procurei saber mais e mais, então existem algumas coisas que aprendi nessa vida. Então gostaria de fazer algumas reflexões sobre essa postura, e talvez - probabilidade por enquanto pequena - xingar um pouco. Ah.
Então vou deixar isso como introdução, e agora começarei por pontos que acho interessante, falando realmente em um campo prático, que envolve a Ética e o relacionamento humano. Fumemos o texto:
Nas instituições sociais e em lugares onde temos um certo tempo de convivência com um grupo de pessoas, vamos percebendo diferentes reações perante o nosso caráter e isso é muito interessante! Gostaria de falar de algumas reações que provoquei e o que pude tirar em especial delas.
Vou bem na escola, não nego, na verdade nesse texto só quero ser direto, não quero amenizar nada. Em questão de notas sou o melhor da minha turma. Essa posição trouxe algumas situações que quero refletir nesse texto - e não vou falar sobre bullying.
Não acredito que exista grande indiferença por parte de muitas pessoas, se ocorrer é com uma ou outra, por que todo mundo se preocupa com a situação de todos perante a própria. As manifestações são tantas que fica difícil falar de todas aqui, muito difícil mesmo, porém quero pegar as que vão nos levar a algo que planejo.
Notas não significam tudo, são apenas referentes a uma parte da capacidade cognitiva, e posso perceber muitas pessoas que se saem bem na arte de pensar, muitas vezes melhor do que eu - mas faço de tudo para superá-las - pois essa arte é vasta demais, não diz respeito apenas a notas escolares. Agora entramos em algo que gostaria de dar uma atenção especial, a competição.
Competir é um ato natural, e com certeza se dá nas relações sociais, porém gostaria de citar erros cometidos frequentemente por meus adversários, e reconhecer os meus.
Bom, primeiramente, pode-se competir em relação a tudo. Porém me atenho a competições no campo cognitivo, e um pouco do funcional. Mas essa disputa é muito importante, pois nos leva a melhorar cada vez mais. Gostaria de falar da derrota. Eu não gosto de perder. Ninguém gosta.
Mas perder como todas as coisas "ruins" fazem parte da vida, então devemos aceitar a derrota. Porém gostaria de criticar algumas atitudes inerentes do péssimo perdedor.
Por que existe essa falha? Para melhorarmos, muitas vezes falhar é melhor do que ganhar! Críticas são melhores que elogios! Quando se perde, algo está errado, e consertando isso você pode melhorar ainda mais.
O primeiro erro básico é tentar achar os motivos da derrota no adversário. A culpa ( no sentido de responsabilidade, pelo amor) é totalmente tua. Pensando assim, você se torna independente do adversário, melhorando apenas seus pontos fracos, focando em suas habilidades.
Esse sentimento de que a culpa da sua derrota é justamente a vitória do oponente é terrível. Pois a partir daí você não consegue desassociar o oponente com o que está se competindo, logo, começa a ser criado um sentimento negativo contra o competidor, o qual não tem fundamento nenhum! Pois se originou do próprio erro de confundir as coisas.
Um exemplo disso, já fui chamado muitas vezes de metido, o cara que acha que sabe tudo. Quando escuto isso, tento parecer impassível, mas estou na verdade rindo por dentro. Por que NUNCA, isso mesmo, NUNCA, ouvi essa crítica sem a famosa pitada de sentimento negativo da pessoa que falava. Críticas devem ser preferivelmente de forma neutra, mas qualquer uma é aceitável.
Penso o seguinte, e se alguém não concordar comigo pode comentar aí. Se uma pessoa possui qualquer tipo de defeito, você não deve odiá-la por isso, e não é por que ninguém é perfeito, que se exploda isso. É justamente por que um defeito já impõe um sofrimento para a pessoa devido a justamente ela ter esse defeito. Então uma pessoa metida já irá sofrer por ser assim, pois é uma enganação que faz a si mesma. Perceber isso será complicado (como posso eu não perceber ainda) mas isso já é suficiente.
Agora vamos entender mais esse negócio de "se achar o sabe tudo". Olha como isso é ilógico. Se você diz que uma pessoa é assim, é justamente por que você discorda, ( óbvio que não é possível saber tudo, mas vamos nos ater somente a essa atitude) e é muito fácil desmascarar isso. Utilizando-se da Razão, é possível demonstrar a falta de conhecimento, com também ela própria se vê diante de seu grande desconhecimento.
Mas isso faz parte, por exemplo, quando decidi me tornar vegetariano, fui duramente criticado, apenas por que antes de tomar essa decisão tinha me colocado contra uma das justificativas de muitos vegetarianos, e digo que AINDA sou contra essa justificativa. Mas a ideia do vegetarianismo, ultrapassa esse argumento em muito. Mas não... Sou hipócrita por querer conhecer uma ideia, sou hipócrita por que não sou absoluto, por que não escolho uma visão e fico fechado apenas para ela. Por que não vão chupar uma vaca?
Então toda vez que vejo uma crítica feita a pessoas que estão tentando saber mais, ou se inteirar dos problemas globais, como ajudar de alguma forma, discutir e aprender novas posturas, percebo que o emissor dessa crítica, é justamente (até hoje não vi ninguém diferente) alguém que nada faz a respeito do que critica e muito menos possui uma postura melhor.
São justamente essas pessoas que talvez não cheguem até o final desse texto, aquelas que vão pensar: "As pessoas tem razão mesmo de chamar ele de metido, fica dando lição de moral". Talvez não cheguem nesse trecho: O caso é que eu vejo que já fiz isso muitas vezes, ultimamente vi duas pessoas querendo ajudar e se integrar em boas ações e sair um pouco do sistema. Eu não critiquei, mas não achei certo o caminho que elas tomaram, porém não disse nada. Agora vejo que errei em não dizer nada, ainda assim apoio totalmente a vontade de ajudar, a vontade de transformar um pedacinho de cada um. Porém vou entrar em contato com elas, e expressar minha opinião.
Depois de um tempo sem postar nada, deixo um recado para lembrá-los que eu não desisti ainda. Seja um texto prático como esse, que envolve a Ética e o relacionamento humano, seja um ensaio sobre os maiores problemas que nos assolam, minhas últimas descobertas e meus principais questionamentos ( está em pauta, mal posso esperar para escrevê-lo para vocês, na verdade eu começaria hoje, mas antes achei necessário abordar essa atitude e ainda acho necessário falar sobre mais uma coisa que vai ajudar muito na minha falsa Magnum Opus)
Antes de qualquer despedida, gostaria de pedir para esquecerem os rótulos.
terça-feira, 30 de outubro de 2012
Movimento relativo das pessoas rezando
Hoje, cheguei a uma conclusão. Conclusão é uma palavra tão enganadora não? Até hoje foram poucas conclusões de fato. Tudo deve estar sujeito a mudança, então é por isso que hoje vim fazer um protesto. O tempo é curto, mas muito há para se falar.
Muito curto realmente, antes de voltar aqui, reconheço minha ausência, gostaria de lembrar uma coisa. Vamos relaxar! Não sei as outras pessoas, mas percebi que naturalmente não levo as coisas a sério. Bom, algumas coisa eu acho que sim, mas as coisas que realmente não devem ser levadas a sério eu REALMENTE não levo, e dou graças por isso.
O caso é que eu já vi muitas pessoas se dizendo superiores a outras por causa de um certo aspecto ou outro e elas estarem completamente erradas, como um velho amigo meu diria: Sempre que você pensar que você é bom, terá alguém duas vezes melhor, e todas as vezes que você pensar que é ruim, terá alguém muito pior... E isso é interessante, não nego que eu muitas vezes já fiz isso! Porém acho que eu tenho uma vantagem - ironia? - que seria: Eu simplesmente não ligo.
A condenação, eu sou bom por causa disso, você é ruim por causa daquilo. Essa é a ideia bem prematura, mas guardem minhas palavras, vou retornar com isso. Tomara que eu lembre desse texto. Talvez se juntar tudo dos meus rascunhos - esse aqui já não é mais um deles - dê para fazer um suco.
Muito curto realmente, antes de voltar aqui, reconheço minha ausência, gostaria de lembrar uma coisa. Vamos relaxar! Não sei as outras pessoas, mas percebi que naturalmente não levo as coisas a sério. Bom, algumas coisa eu acho que sim, mas as coisas que realmente não devem ser levadas a sério eu REALMENTE não levo, e dou graças por isso.
O caso é que eu já vi muitas pessoas se dizendo superiores a outras por causa de um certo aspecto ou outro e elas estarem completamente erradas, como um velho amigo meu diria: Sempre que você pensar que você é bom, terá alguém duas vezes melhor, e todas as vezes que você pensar que é ruim, terá alguém muito pior... E isso é interessante, não nego que eu muitas vezes já fiz isso! Porém acho que eu tenho uma vantagem - ironia? - que seria: Eu simplesmente não ligo.
A condenação, eu sou bom por causa disso, você é ruim por causa daquilo. Essa é a ideia bem prematura, mas guardem minhas palavras, vou retornar com isso. Tomara que eu lembre desse texto. Talvez se juntar tudo dos meus rascunhos - esse aqui já não é mais um deles - dê para fazer um suco.
quinta-feira, 18 de outubro de 2012
Para onde foram as salsichas?
O que você vai fazer?
Simplesmente assim, eu pergunto, o que nós vamos fazer?
Nós somos alienados de muitas coisas, mas podemos procurar nos "desalienarmos". E quando você procura isso o que acontece? Você fica sabendo que algumas atitudes que toma no seu dia-a-dia causam até mortes, de animais, de pessoas.
Pode ser que até depois de saber algumas coisas você queira voltar a ser como antes. Parece ser melhor estar alienado do que continuar sua vida sabendo quanto mal existe por aí, e pior, quanto mal tem a sua grande contribuição.
Então eu no caso, não sei se alguns param e tentam mudar.
É grotesco é foda. Por que é muito tenso mudar hábitos enraizados por uma cultura, enraizados por todos a sua volta, principalmente você. É se libertar do Matrix. Quando você escolhe a pílula vermelha, você paga um preço. Só que não somos como o Neo, não temos nenhum tipo de super poder e não somos "o Escolhido". Somos humanos, perecíveis, suscetíveis a males e dores. E quando nos damos conta disso...
Ainda assim, depois de tentar sair dessa alienação, (que ao meu ver pode ser uma benção) você tem que decidir. Mas antes gostaria de perguntar uma coisa.
Existem penas para assassinos, porém se provado que o réu tem problemas mentais ele é absolvido e mandado para uma clínica de tratamento. O fato é: Quem não tem conhecimento do mal que causa, é culpado pelo mesmo? (gostaria de convidar a qualquer um que leu isto a responder nos comentários ou o que valha).
Agora enfim: O ultimato. A partir do momento em que tomamos conhecimento do mal que causamos temos duas opções: Continuar causando o mesmo, ignorando-o. Ou mudarmos, fazermos o maior esforço possível, para averiguar que estamos matando esse mal. A primeira opção é triste.
Eu entendo que aquele que faz um mal sem ter conhecimento pelo mesmo não deve ser culpado. Mas se você resolveu sair da máscara que colocam, (penso agora se não é para o nosso bem) você é um ser que pratica o mal, e tem consciência disso. Você se condenaria? ( Eu sim ). Tudo tem seu preço, a ignorância pode parecer ruim, mas se quando se sai dela, parece que está empatado. Tudo tem seus dois lados, nada é só bom.
Então, agora não existe mais volta. Para quem quis sair da venda que impedia o conhecimento desse mal não existe retorno. Você não pode mais voltar a não saber de tudo que nós provocamos de tanto mal, de tanto... Só lembro uma coisa, uma vez que não tentemos mudar, estamos fazendo algo conscientemente, e estamos vestindo nossa manta de culpa. COMEMOS A MAÇÃ PROIBIDA! TALVEZ VEJAMOS MUITO ALÉM DO QUE MUITOS, MAS PAGAMOS UM ALTO PREÇO POR ISSO.
Só nos resta mudar, ou não.
quinta-feira, 4 de outubro de 2012
A bela dor
Conselho, pulem o primeiro texto, que ficou uma droga, e leiam o segundo, que ficou menos ruim.
Ontem quase me mataram. Hoje eu quase morri.
Estava eu, na noite de ontem, conversando com uma pessoa querida. Então, como sempre faço para uma pessoa que me interessa, sugeri que ela desse uma olhadinha no meu blog, para fins de uma leitura avulsa de graça. Sem graça.
Até aí tudo bem, estava tudo sobre controle (não do jeito que eu queria que estivesse, mas isso não importa muito, por que o jeito que eu queria que estivesse é diferente do que eu ando normalmente, mas pretendo ser assim um dia) tudo normal. Até que eu fiz a minha sugestão, e a pessoa teve a felicidade de me perguntar: "E para que serve esse seu blog?"
Ah Arthur, dedicar um post inteiro sobre isso? Não, não vai ser todo o post, a outra metade é a que estou com mais vontade de discorrer sobre. Mas então, pode parecer a coisa mais clichê aquele papo de: Qual a função do meu blog, para que ele serve? Estou tentando manter distancia desse tipo de pensamento ultimamente...
Porém... É, porém. Eu não soube responder. De fato seria simples dizer belas palavras do tipo: Meu blog é uma passagem na qual expresso por meio da escrita, pensamentos e opiniões, ao mesmo tempo em que, na medida do possível, consigo manter contato com os leitores e provocar o senso crítico nos mesmos. Na verdade tudo isso é tentativa, é me vendar e atirar no escuro. Talvez isso aconteça, talvez não. Mas seria uma boa reposta, e em alguns casos, pode ser verdade.
Porém, não respondi. Não por que eu não considerei que não houvesse resposta que respondesse devidamente a pergunta, mas simplesmente, por que EU NÃO SEI. Não sei por que escrevo aqui, mas sei por que escrevo. E isso não é nenhum paradoxo.
Não poderia responder a pergunta: "Por que você escreve no seu blog?". Porém, facilmente respondo a questão: "Por que você escreve?". Para esclarecer, vou responder ao segundo questionamento.
Eu escrevo por que gosto, é ao mesmo tempo algo que tenho prazer em fazer e treina meu cérebro. Eu aprecio qualquer tipo de treinamento intelectual, escrever é um deles. A escrita representa para mim, algo que uma professora muito querida já disse uma vez: "Eu escrevo para saber que eu existo". Infelizmente não pretendo prolongar muito essa parte. Mas em suma é isso; um ato no qual eu posso ver ideias saindo da abstração da conturbada mente e por fim: formando um texto.
Então, por que não posso responder à primeira pergunta? Bom, vamos lá.
O ato de escrever, simplesmente por escrever, não pede algo além disso. Se escrevo uma poesia em um papel higiênico, eu posso até guardá-la e lê-la, porém não precisarei que mais ninguém leia, pois a minha única necessidade era: escrever.
Então qual o sentido, em colocar textos em um blog? Por que não crio os arquivos no word e os guardo para mim mesmo? Será que é para compartilhar conhecimento? De fato. Mas mesmo assim é muito vazio, não sei quem vê, nem se vão consumir esse conhecimento. Bom, mas eu não gosto do bom, prefiro o excelente.
A ideia de blog, já vem com o conceito de que alguém pode ler. Então você escreve um texto e fica ansioso para receber os comentários e ah, cansei de falar sobre isso. Vamos para o próximo assunto. (finalmente)
Digamos que um texto muito técnico (tirando algumas partes, não fiz com o aquele tesão da coisa). E novamente estou aqui, escrevendo esse rodapé, para quê? Me identifiquei muito, mas ainda existem pontos que não me vejo dentro dessa corrente. Vou assim, achando minha própria filosofia. Vivendo, sonhando! A partir de hoje mais do que nunca, por que eu sei, eu tenho certeza, que tenho que fazer essa vida valer a pena. E isso não tem nada a ver com você, e sim comigo. Finalmente uma luz. A dor esclarecida, se torna bela.
Ontem quase me mataram. Hoje eu quase morri.
Estava eu, na noite de ontem, conversando com uma pessoa querida. Então, como sempre faço para uma pessoa que me interessa, sugeri que ela desse uma olhadinha no meu blog, para fins de uma leitura avulsa de graça. Sem graça.
Até aí tudo bem, estava tudo sobre controle (não do jeito que eu queria que estivesse, mas isso não importa muito, por que o jeito que eu queria que estivesse é diferente do que eu ando normalmente, mas pretendo ser assim um dia) tudo normal. Até que eu fiz a minha sugestão, e a pessoa teve a felicidade de me perguntar: "E para que serve esse seu blog?"
Ah Arthur, dedicar um post inteiro sobre isso? Não, não vai ser todo o post, a outra metade é a que estou com mais vontade de discorrer sobre. Mas então, pode parecer a coisa mais clichê aquele papo de: Qual a função do meu blog, para que ele serve? Estou tentando manter distancia desse tipo de pensamento ultimamente...
Porém... É, porém. Eu não soube responder. De fato seria simples dizer belas palavras do tipo: Meu blog é uma passagem na qual expresso por meio da escrita, pensamentos e opiniões, ao mesmo tempo em que, na medida do possível, consigo manter contato com os leitores e provocar o senso crítico nos mesmos. Na verdade tudo isso é tentativa, é me vendar e atirar no escuro. Talvez isso aconteça, talvez não. Mas seria uma boa reposta, e em alguns casos, pode ser verdade.
Porém, não respondi. Não por que eu não considerei que não houvesse resposta que respondesse devidamente a pergunta, mas simplesmente, por que EU NÃO SEI. Não sei por que escrevo aqui, mas sei por que escrevo. E isso não é nenhum paradoxo.
Não poderia responder a pergunta: "Por que você escreve no seu blog?". Porém, facilmente respondo a questão: "Por que você escreve?". Para esclarecer, vou responder ao segundo questionamento.
Eu escrevo por que gosto, é ao mesmo tempo algo que tenho prazer em fazer e treina meu cérebro. Eu aprecio qualquer tipo de treinamento intelectual, escrever é um deles. A escrita representa para mim, algo que uma professora muito querida já disse uma vez: "Eu escrevo para saber que eu existo". Infelizmente não pretendo prolongar muito essa parte. Mas em suma é isso; um ato no qual eu posso ver ideias saindo da abstração da conturbada mente e por fim: formando um texto.
Então, por que não posso responder à primeira pergunta? Bom, vamos lá.
O ato de escrever, simplesmente por escrever, não pede algo além disso. Se escrevo uma poesia em um papel higiênico, eu posso até guardá-la e lê-la, porém não precisarei que mais ninguém leia, pois a minha única necessidade era: escrever.
Então qual o sentido, em colocar textos em um blog? Por que não crio os arquivos no word e os guardo para mim mesmo? Será que é para compartilhar conhecimento? De fato. Mas mesmo assim é muito vazio, não sei quem vê, nem se vão consumir esse conhecimento. Bom, mas eu não gosto do bom, prefiro o excelente.
A ideia de blog, já vem com o conceito de que alguém pode ler. Então você escreve um texto e fica ansioso para receber os comentários e ah, cansei de falar sobre isso. Vamos para o próximo assunto. (finalmente)
Hoje eu quase morri,
Voltando no assunto anterior, é, voltando nele... Hoje eu li o conceito do Estoicismo na minha apostila de Filosofia. É complicado, vou fazer uma síntese da síntese.
Podemos mudar drasticamente de atitude em apenas um dia não? Sim, podemos. Tive a felicidade de aprender como mudar assim, sem necessitar do sofrimento, pois o sofrimento muda as pessoas drasticamente, e muitas vezes para melhor. Essa minha técnica de não precisar sofrer é boa, mas o sofrimento às vezes é mais esperto, e me mostra o outro lado.
A mudança hoje não foi drástica, eu apenas percebi. Sim, percebi e me identifiquei na maioria dos princípios dessa corrente filosófica. (Estou pensando se devo colocar um texto sobre ela antes desse, bom agora acho que vou por, então vou lá transcrever. Pronto terminei, continuemos).
Primeiramente algo que é muito importante e sobre o que eu já trabalhei sobre no blog, é se o sofrimento é algo realmente ruim. Bom, várias revoluções e bons pensamentos surgiram depois de épocas difíceis. E épocas difíceis não são nada além de uma briga. Podem imaginar o que coisas maiores não poderiam fazer?
Mas não estamos falando de masoquismo por aqui. A dor. No texto sobre Estoicismo, pode-se perceber uma pequena mas importante recordação de uma parte do pensamento de Heráclito. ( Aconselho a leitura do texto "Contrários Harmoniosos", no início do blog)
A citação: O homem comum olha o quente e e o frio, e pensa que o quente pode viver sem o frio, e vice-versa. O que nos leva a pensar, o bem. Tudo aquilo que é bom. A felicidade, a alegria, o amor. Poderiam eles viver sem a raiva, a tristeza? Não, pois são necessários. Essa dualidade faz parte da natureza do ser humano, fugir dela é uma atitude nessa visão, no mínimo insensata.
Pretendo pensar mais sobre a questão de emoções em um futuro texto, o qual vou ligar com elementos do Estoicismo e desse texto aqui.
Ultimamente, o pensamento de que certas atitudes, como sofrer por algo que não pode ser mudado, são totalmente inúteis e dispensáveis, sendo consideradas por mim como empecilhos na busca pela sabedoria veio me assolando, furtivamente. Quando me dei conta dos princípios dessa corrente filosófica, parei e vi que tudo isso era bom.
E a medida que li, percebi como aquilo era a minha cara. O princípio que prega essa "Apatia Estoica" é muito interessante, pois existem coisas que não necessitam de tamanho interesse. Coisas que não vão mudar, que independem da sua vontade.
Foi então que a melhor parte veio! Sim, a parte que diz respeito não a fenômenos naturais ou dificuldades ao longo dessa vida. Mas sim algo sobre as pessoas, você não poder controlar o que uma pessoa pensa de você!
Sempre tentei me importar o mínimo com o que os outros pensam de mim, por que eu ficar me preocupando com o que fulano acha de uma atitude que muitas vezes pôde ter sido mal interpretada, é algo completamente inútil, pois não vai mudar o que ele pensa.
Hoje eu quase morri, o que me levou novamente a questão do blog, e também, por que parece que estou no caminho certo. Independente do sentido desse blog, independente da sua opinião.
Primeiramente algo que é muito importante e sobre o que eu já trabalhei sobre no blog, é se o sofrimento é algo realmente ruim. Bom, várias revoluções e bons pensamentos surgiram depois de épocas difíceis. E épocas difíceis não são nada além de uma briga. Podem imaginar o que coisas maiores não poderiam fazer?
Mas não estamos falando de masoquismo por aqui. A dor. No texto sobre Estoicismo, pode-se perceber uma pequena mas importante recordação de uma parte do pensamento de Heráclito. ( Aconselho a leitura do texto "Contrários Harmoniosos", no início do blog)
A citação: O homem comum olha o quente e e o frio, e pensa que o quente pode viver sem o frio, e vice-versa. O que nos leva a pensar, o bem. Tudo aquilo que é bom. A felicidade, a alegria, o amor. Poderiam eles viver sem a raiva, a tristeza? Não, pois são necessários. Essa dualidade faz parte da natureza do ser humano, fugir dela é uma atitude nessa visão, no mínimo insensata.
Pretendo pensar mais sobre a questão de emoções em um futuro texto, o qual vou ligar com elementos do Estoicismo e desse texto aqui.
Ultimamente, o pensamento de que certas atitudes, como sofrer por algo que não pode ser mudado, são totalmente inúteis e dispensáveis, sendo consideradas por mim como empecilhos na busca pela sabedoria veio me assolando, furtivamente. Quando me dei conta dos princípios dessa corrente filosófica, parei e vi que tudo isso era bom.
E a medida que li, percebi como aquilo era a minha cara. O princípio que prega essa "Apatia Estoica" é muito interessante, pois existem coisas que não necessitam de tamanho interesse. Coisas que não vão mudar, que independem da sua vontade.
Foi então que a melhor parte veio! Sim, a parte que diz respeito não a fenômenos naturais ou dificuldades ao longo dessa vida. Mas sim algo sobre as pessoas, você não poder controlar o que uma pessoa pensa de você!
Sempre tentei me importar o mínimo com o que os outros pensam de mim, por que eu ficar me preocupando com o que fulano acha de uma atitude que muitas vezes pôde ter sido mal interpretada, é algo completamente inútil, pois não vai mudar o que ele pensa.
Hoje eu quase morri, o que me levou novamente a questão do blog, e também, por que parece que estou no caminho certo. Independente do sentido desse blog, independente da sua opinião.
Digamos que um texto muito técnico (tirando algumas partes, não fiz com o aquele tesão da coisa). E novamente estou aqui, escrevendo esse rodapé, para quê? Me identifiquei muito, mas ainda existem pontos que não me vejo dentro dessa corrente. Vou assim, achando minha própria filosofia. Vivendo, sonhando! A partir de hoje mais do que nunca, por que eu sei, eu tenho certeza, que tenho que fazer essa vida valer a pena. E isso não tem nada a ver com você, e sim comigo. Finalmente uma luz. A dor esclarecida, se torna bela.
Estoicismo
Bom, como vão perceber no texto que irei publicar daqui a pouco - o qual eu parei na metade para escrever isso aqui - o Estoicismo foi uma descoberta encantadora na minha vida. Aqui vai as partes que considero mais relevantes para o iminente texto. Apostila de Filosofia. Autor: O de sempre, Romulo Vitor Braga (já até decorei).
"O Estoicismo é a principal escola filosófica do périodo helenístico e com os pensamentos de Sócrates, Platão e Aristóteles. [...]
O Estoicismo foi uma filosofia helenística que teve vida longa, pois adentrou o Impe´rio Romano por meio dos pensadores romanos Marco Aurélio, Cícero e Sêneca.
Esse pensamento porpõe a divisão da Filosofia em três parte fundamentais: física, lógica e ética. Essas trÊs partes formam um conjunto explicado pela metáfora de uma árvore. A física é a raíz, a lógica seria o tronco e ética seriam os frutos dessa árvore. Por meio dessa metáfora, podemos notar que a finalidade de todo conhecimento da natureza (a física) e da lógica deve proporcionar uma arte de viver bem (a ética).
[...] O homem é uma semente dessa razão divina, ou melhor, é um modelo no microcosmo em ressonância com o macrocosmo. Isso quer dizer que da mesma maneira que o universo funciona também o homem funciona.
Ora, nesse contexto, como deve se portar o homem diante da vida e do universo? Para o estoico, ao compreender que é um ser racional que possui uma maneira de ser de acordo com o universo, o homem deve entrar em harmonia com esse cosmo e viver de acordo com suas leis.
Diante disso, não há motivo para desespero até mesmo diante do sofrimento. Se a dor existe, ela é parte integrante do homem e do universo, e, portanto, é boa. Se o homem escolhe se revoltar contra a dor é porque não compreende que ela é parte de uma harmonia cosmológica perfeita.
Isso vai gerar uma atitude muito austera diante da vida. Ao estoico, sofrer pela dor não faz o menor sentido. Por exemplo, a morte lhe é um fato natural, portanto, não o pode abalar.
Essa noção de razão divina (logos) vai gerar outra postura. Se é a razão divina que gere o mundo, cabe ao homem saber o que ele pode mudar e o que deve aceitar resignadamente.
O Filósofo estoico nos pede incessantemente para que não soframos com aquilo que não é de nosso controle, ou com aquilo que não depende de nós. Por exemplo, as intempéries da natureza estão fora do nosso controle, portanto, não devem ser causa de preocupação ou aflição. O tempo não está sob nosso controle, portanto, não pode ser uma preocupação. A velhice e as doenças são inevitáveis, portanto, não podem ser motivos de aflição. O mesmo ocorre como o que outras pessoas pensam de nós. Por mais que façamos o bem ou pensemos que estamos fazendo o bem, o que uma pessoa pensa sobre nós ou sente por nós não está sobre nosso controle. Portanto, não deve ser objeto de nossa ocupação.
O que o estoicismo quer nos dizer é que a vida, o tempo, o amor, a dor, ou seja, o universo já estava aqui antes de nós e vai continuar depois que nós nos formos. O que ocorre no universo e, eventualmente, na nossa vida não é pessoal, mas uma lei que rege tudo o que está inserido no cosmos."
"O Estoicismo é a principal escola filosófica do périodo helenístico e com os pensamentos de Sócrates, Platão e Aristóteles. [...]
O Estoicismo foi uma filosofia helenística que teve vida longa, pois adentrou o Impe´rio Romano por meio dos pensadores romanos Marco Aurélio, Cícero e Sêneca.
Esse pensamento porpõe a divisão da Filosofia em três parte fundamentais: física, lógica e ética. Essas trÊs partes formam um conjunto explicado pela metáfora de uma árvore. A física é a raíz, a lógica seria o tronco e ética seriam os frutos dessa árvore. Por meio dessa metáfora, podemos notar que a finalidade de todo conhecimento da natureza (a física) e da lógica deve proporcionar uma arte de viver bem (a ética).
[...] O homem é uma semente dessa razão divina, ou melhor, é um modelo no microcosmo em ressonância com o macrocosmo. Isso quer dizer que da mesma maneira que o universo funciona também o homem funciona.
Ora, nesse contexto, como deve se portar o homem diante da vida e do universo? Para o estoico, ao compreender que é um ser racional que possui uma maneira de ser de acordo com o universo, o homem deve entrar em harmonia com esse cosmo e viver de acordo com suas leis.
Diante disso, não há motivo para desespero até mesmo diante do sofrimento. Se a dor existe, ela é parte integrante do homem e do universo, e, portanto, é boa. Se o homem escolhe se revoltar contra a dor é porque não compreende que ela é parte de uma harmonia cosmológica perfeita.
Isso vai gerar uma atitude muito austera diante da vida. Ao estoico, sofrer pela dor não faz o menor sentido. Por exemplo, a morte lhe é um fato natural, portanto, não o pode abalar.
Essa noção de razão divina (logos) vai gerar outra postura. Se é a razão divina que gere o mundo, cabe ao homem saber o que ele pode mudar e o que deve aceitar resignadamente.
O Filósofo estoico nos pede incessantemente para que não soframos com aquilo que não é de nosso controle, ou com aquilo que não depende de nós. Por exemplo, as intempéries da natureza estão fora do nosso controle, portanto, não devem ser causa de preocupação ou aflição. O tempo não está sob nosso controle, portanto, não pode ser uma preocupação. A velhice e as doenças são inevitáveis, portanto, não podem ser motivos de aflição. O mesmo ocorre como o que outras pessoas pensam de nós. Por mais que façamos o bem ou pensemos que estamos fazendo o bem, o que uma pessoa pensa sobre nós ou sente por nós não está sobre nosso controle. Portanto, não deve ser objeto de nossa ocupação.
O que o estoicismo quer nos dizer é que a vida, o tempo, o amor, a dor, ou seja, o universo já estava aqui antes de nós e vai continuar depois que nós nos formos. O que ocorre no universo e, eventualmente, na nossa vida não é pessoal, mas uma lei que rege tudo o que está inserido no cosmos."
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