domingo, 19 de maio de 2013

Instabilidade Progressiva

      E saber qual seria a primeira música em uma lista aleatória? A música que daria início a um texto que se desprendia de uma madrugada inoportuna, não poderia ser outra. A aleatoriedade, enfim, me laçou...


     ...se já não o tivesse feito, há 17 anos atrás. É com prazer que escrevo o meu ultimato. Aquilo que vai decidir de uma vez por todas esse futuro mesquinho, pequeno e insignificante em algo ganancioso, grande e importante. 
     Algo que não é assunto desse texto, mas que gostaria de mencionar para apenas formar um quadro clínico da minha situação na última semana. Digamos que o Senso Incomun foi desafiado de maneira explícita; pior, deixou-se cair na armadilha de um sentimento fútil, porém extremamente intrínseco a cada um de nós. 
     Então, o heroísmo haveria de trazer-nos mais um final feliz, possivelmente um texto imenso no blog sobre os aspectos gerais dos relacionamentos, comparações com o mundo natural e talvez algumas hipóteses em um campo tão desprezado pelos românticos e abastados. A miséria do amor.
     Só que não estamos falando de um livro no qual o personagem sempre recebe um final triunfante, pois um par de mãos manipula todas as possíveis situações. Ou estamos falando exatamente disso. Eis minha dúvida.
     Talvez apresentei-a de maneira brusca e incomum aos meus métodos. Uma pena, pois não ouso exacerbar qualquer introdução sobre a mesma. Sendo uma proposição ou outra, a resposta do tal Senso não veio, e não sobrou nada além dos prepotentes "Dias Obscuros".
     Prepotentes deveras porque ocupam a posição de todo um texto. Me pergunto se essas palavras deveriam ter sido escritas na dita data. Uma explicação nunca faltará da minha parte. Aliás, recordo-me de ler em algum passeio pela rede social algo do tipo: "Viva não dando muitas explicações: seus amigos não precisam; seus inimigos não irão acreditar; e os estúpidos não vão entender." Creio ser um dos estúpidos.
     Os dias são - como imaginei várias vezes que iria escrever - não obscuros por serem vis, sombrios ou coisa do gênero. São dias obscuros por ofuscar a luminosidade que pode ser emitida com certo esforço. São dias obscuros por pesarem sobre minha visão e me deixarem cego. 
     Então vêm as ameaças, que são belíssimas por sinal, e me lembram de algo que talvez nunca deveria esquecer. O fato é que são ameaças, mas tão reais quanto suas consequências concretas e isso me assusta.
    Quantas histórias tristes não poderiam ser invocadas agora? Quantas amostras de superação humana e demonstrações da vontade humana? De fato são inúmeras. Mas não vou usar de nenhuma para expor "minha-maior-e-urgente-preocupação". O que vou usar é nada mais nada menos do que a vida cotidiana.
    Quero saber, o que determina como sua vida deve ser, pois, apenas com nossa consciência e pré-conceitos podemos estabelecer parâmetros e idealizações de como a vida dever ser. Penso que possamos postular que o que acontece não depende de nossa vontade.
    Então, sua vida que vai bem, pode tornar-se terrível. E o que realmente me interessa é o que acontece durante esse processo. Siga comigo.

A ótica perfeita

     E veja que todos nossos problemas não existem dentro das Ciências Naturais. Considero nossa maior invenção, não a internet, o rádio, ou qualquer apetrecho tecnológico. Mas sim um campo de abstração (impossível colocar qualquer adjetivo sobre essa palavra). Nele foi criada uma visão limitada sobre o mundo, dita propriamente humana. Nela pode-se enxergar o ódio das guerras, o desejo de uma vida melhor e a preciosidade dos momentos simples ao lado de quem se enamora e o medo ante um desafio.
     Ela é extremamente bela, e possui suas falhas catastróficas. Foi criada  para aproximar o homem do seu sentido. Mas não fez mais que criar sentidos falsos a todo momento, tentando negar a verdade mais óbvia: Não fazemos ideia alguma do que seria esse verdadeiro sentido.
     Somente usando desse Campo, e vestindo-me dessa visão, é possível inferir sobre a melhora ou o decaimento da situação de qualquer pessoa. De modo que não existe do ponto de vista físico, nenhuma vantagem para o que foi definido pelo Homo Sapiens como o ideal para se viver, ou as situações agradáveis que devem ocorrer, já que tudo é "aleatório".
     Esse ponto de vista físico que me intriga. Utilizando-se então de algo que chamei (e odeio dar nomes nessa situação, pois odeio decorar o que pensadores disseram antes como: O que é a potência do ser, a dúvida hiperbólica, etc. Pois considero que vale apenas toda carga semântica, a ideia em si, que sim, é completamente auxiliada pela nomenclatura na hora de se entende, mas não deveria estabelecer qualquer relação obrigatória com a mesma. O que Darwin chamou de A Origem das Espécies, Wallace chamou de minha febre muito doida.) de A ótica perfeita, tentarei analisar qualquer fato prejudicial, que não gostaríamos que acontecesse.
    Acho que o aspecto mais chamativo é quando percebe-se que o que é prejudicial e o que é benéfico não possuem diferença clara sobre essa perspectiva (que usei o termo aqui, mas não acredito que ela seja uma, pois é exatamente a ausência de uma perspectiva, porém, essa ausência, analisada na nossa visão, torna-se outra perspectiva). E na realidade não existe essa discrepância. 
     Essa ótica é alucinante (não expresso aqui qualquer euforia, mas sim pavor). Pois parece situar-se algum degrau acima do minha ferramenta de apoderar-me de ideias completamente opostas. E assim como posso ver a realidade não com uma frequência limitada de luz, mas com todas? Como posso ouvir tudo o que se há para ouvir, e perceber que não existe unidade, e sim harmonia de leis?
     Pois dentro desse lugar inexplorado, que não pode ser chamado de lugar, nem admite abstrações como adjetivos! a nossa concepção de vida como a experiência é desolada. Como uma faísca num inverno de dimensões inacreditáveis. Forçando ao máximo, talvez após aprender como a viver no campo abstrato criado por nós mesmos, tudo torne-se sem graça. Como um câncer que é apenas uma multiplicação desordenada de células e que qualquer mal de origem biológica, é apenas o ciclo de um micro-organismo.
     Caberia citar um trecho do pensamento de John Locke, que ajuda a expressar essa obrigatoriedade do uso dos sentidos na produção do conhecimento. Presente no Ensaio sobre o entendimento humano: "[...] as representações do real são derivadas das percepções sensíveis, sendo que essa é a única fonte de conhecimento [...]".
     Acredito que ainda é possível potencializar o conhecimento além das limitações humanas, de modo que não nos veremos tão perdidos.
     Pois se não se pode ver algo, não quer dizer que aquilo não existe. Vale evocar um trecho de um artigo de Bertrand Russel chamado "Existe um Deus?". Esse texto não sintetiza qualquer argumento ateísta, mas fala sobre o inexplorado. Esse inexplorado é extremamente desconhecido, não podendo ser, por enquanto, conhecido por nós humanos. Nem preciso dizer minhas considerações sobre a abertura aqui para a possível existência do deus pessoal-cristão. Para isso basta ler "Uma Miscelânea Harmoniosa". Ainda que o trecho a seguir já mostra a razão sendo aplicada brilhantemente contra mais um deslize do pensamento humano.
     "De minha parte, poderia sugerir que entre a Terra e Marte há um porte de chá de porcelana girando em torno do sol em uma órbita elíptica, e ninguém seria capaz de refutar minha asserção, tendo em vista que teria o cuidado de acrescentar que o pote de chá é pequeno demais para ser observado mesmo pelos nossos telescópios mais poderosos. Mas se afirmasse que, devido a minha asserção não poder ser refutada, seria uma presunção intolerável da razão humana duvidar dela, com razão pensariam que estou falando uma tolice."
      A maneira como podemos usar nossos sentidos é intrigante! Observando que, são combinações atômicas que nos trazem tudo isso. Que nos fazem e que nos dão a possibilidade de sentir.

As turbulências ao longo da linha[?]

     O problema disso surge em algo que demos o nome de Futuro. A partir do momento que existe qualquer previdência para algo que possa ou não ocorrer; aí posso introduzir toda a potência de meu pensamento. Primeiro que pensamos sobre isso de maneira linear, - vide subtítulo - segundo que o mesmo é completamente imprevisível. 
     Acho interessante, quando por exemplo esperamos ir a um lugar. Quando não temos referências físicas e imaginamos como seria. Quando chegamos e nos lembramos da imagem mental anteriormente formada, como suas diferenças são notáveis.
      A instabilidade progressiva, é a probabilidade constante de que algo de perturbações médias ou severas acometa nossa vida. É progressiva, pois quanto mais se vive, maior é a chance de que algo uma hora dê extremamente errado. E pensando nisso que, agora em uma área completamente prática, me vejo apostando incessantemente.
     Apostando meus planos, desejos e sonhos. Futuro. Sendo que tudo pode acabar agora, nesse instante. Eu já discorri brevemente sobre a nossa possibilidade de morrer a qualquer momento, mas agora, não só morrer, mas ser privado de qualquer uma das possibilidades intelectuais e corporais que nos são dadas. Carrego todo tipo de ameaça, algumas mais gritantes, outras ocultas e potencialmente mais perigosas. Deve fazer parte do processo, aprender a lidar com essa possibilidade constante de perder todas as fichas.
     Eu tento entender a ligação entre toda essa subjetividade e o mundo natural, mas isso nunca quis dizer que desprezo a subjetividade e todas as características humanas, muito pelo contrário! Mas quando falo em amor como impulsos elétricos e neuroquímicos, as pessoas tendem a imaginar que eu desprezo as emoções, ou talvez não de a importância que esses sentimentos merecem. Quando falo em laços, como nada mais nada menos do que apetrechos adquiridos pela evolução, associam isso a qualquer depredação de um significado especial.
     Em verdade eu vos digo, isso nunca quis dizer desprezo ou rebaixamento. É importante lembrar que, o amor, o carinho e a amizade; o ódio, a inveja e o egoísmo (não necessariamente antagônicos nessa relação) sendo isso ou aquilo, nunca mudarão sua intensidade. E não era esse valor que importava desde o começo, senhoras e senhores, a intensidade do que vós sentis?
     O que o é o futuro, para um átomo de carbono? O que é a morte, para um composto químico que estará no meu corpo no momento da minha morte? O que é uma doença, até para o órgão afetado, se estamos falando apenas de um monte de proteínas sendo atacadas por mais um monte de proteínas? Infelizmente não dispomos dessas perspectivas. Então, sofremos.
     Porém existe dor. Mas também existe amor, carinho e orgasmos. E tudo isso abastece nosso Campo abstrato. Onde já se viu! Alguns arranjos de carbono, nitrogênio e oxigênio fazendo poesias.   

quinta-feira, 28 de março de 2013

A Resultante das Forças

     A vida está um desastre. Vou dizer cruezas, então tome cuidado. Pergunto-me, o quanto isso pode ser relevante. Na verdade, a importância dessa observação é relativa. Simplesmente notar algo dessa proporção dá trabalho, digerir e tentar pensar em alguma atitude em cima desse fato é algo inúmeras vezes mais complexo.
     Não tenho vontade de prolongar mais algumas vírgulas dessa introdução, e talvez isso seja reflexo do meu estado atual. Um estado no mínimo, irritante. Estava desesperançoso a respeito do futuro do blog, e de fato,  isso faz par com a maioria dos pensamentos que me acometem nessa semana. Claro, não foi algo repentino, creio que posso dizer que estou no auge do que quer que esteja acontecendo comigo, e se minhas suspeitas se confirmarem, logo irá acabar-se.
     É por isso que, devo aproveitar desse momento para registrar - como já fiz em outros textos - essa postura de pensamentos e escrever é uma maneira ótima para se fazer isso. Nesse blog estão presentes minhas variações do último ano. É evidente a claridade com que posso ler e traduzir o que se passava quando escrevi algo para o presente.
     Ultimamente tenho analisado e percebido alguns problemas perturbadores. E bem, digamos que eles são no mínimo provocadores. Alguns dias atrás ainda escrevi pouca coisa sobre laços. Sim, os vínculos que temos com as pessoas.
     Não será preciso dizer, mas gosto de frisar certas coisas, a perspectiva será completamente pessimista. Vejo agora que essa ideia pode ter sido gerada por um texto um pouco anterior sobre guerras. Esse texto, é claro, não foi publicado aqui. Nem acho necessário sequer citar algum trecho; explicarei o ponto desejado.
     Se analisarmos dois soldados de facções opostas, chegamos a um impasse: Quem é mais fervoroso por sua ideologia? Essa é uma questão interessante, pois conflitos não gostam muito da lógica quando ela pode ser usada para o bem. O ato de guerrear é estúpido, pois a vitória nunca será decidida no fervor de seus combatentes, nunca. E me refiro apenas a combates ideológicos, ao mesmo tempo aplicado em algo realmente bélico.
     Um exemplo interessante, é a Guerra do Pacífico, entre Estados Unidos e o Japão. Podemos perceber o quão fanáticos foram os soldados japoneses, muitos até tornando-se os famosos kamikaze's, isso mostra o alto nível de fidelidade e fé no Império nipônico.
     Como sabemos, isso não trouxe a "vitória" para o Japão. E isso nunca levará um dos lados ao posto de vencedor, porque além de que se houvesse uma maneira de vencer não seria essa, também não existe verdadeiro ganhador. Trazendo isso a um nível pessoal, o que pude notar? Eu notei algo tão natural que nunca abandonará o ser humano.
     Me interesso muito por obras de ficção. É claro que tenho minhas preferências dentro do que assistir e ler, mas algo que sempre me intriga são as batalhas travadas em qualquer história. É claro que os enredos são bem fiéis à palavra ficção. Não importa quais são as circunstâncias, os personagens principais nunca são mortos ou sofrem algo igualmente terrível até o tão esperado desfecho. Porém dentre essas circunstâncias, uma delas me intriga muito.
     Inúmeras foram as histórias que destacaram a determinação em um objetivo, e a vontade em cumpri-lo. E em algumas ocasiões havia um conflito entre dois personagens determinados. Naturalmente, nas batalhas decisivas quem ganha é sempre o personagem principal. 
     Interessante. Até quanto podemos medir essa força? Não discordo que em vários casos existe um lado que é mais fraco, o lado que cede e que perde a disputa. Porém às vezes algo terrível acontece; ocorre um certo tipo de equilíbrio, mas esse balanceamento é completamente insano, pois não diz respeito a duas vontades que estão equiparadas, mas sim estão aumentando intensamente, com a mesma intensidade.
     Qualificar essa força seria desafiador. A que prestei bastante atenção ultimamente são os laços que temos, e o que eles nos levam a fazer. Porém a vida é coletiva, sempre foi, é um princípio natural. Então, pensemos nas ligações mais fortes que as pessoas tem entre si. Apesar de ser algo extremamente inseguro de se mensurar, é válido dizer que o vínculo de um pai e um filho é esmagador perante o de simples conhecidos. 
      Em uma situação - e essa situação ocorre a todo momento - na qual alguém vê alguma das suas ligações  ameaçada, ele fará tudo o que estiver ao seu alcance e mais, para protegê-la. Eu me questiono, se não vejo diante da minha pessoa, o mesmo exemplo de uma guerra. Duas pessoas lutando por algo.
     

O licantropismo das relações


     Então, digamos que uma das nossas maiores fonte de força, é ao mesmo tempo, a grande armadilha do ser humano. Bem, mas será algo exclusivo de mulheres e homens? Acredito que não. Aliás, ultimamente anda difícil desvincular a humanidade do mundo natural. Extremamente difícil. Tente tirar os filhotes de uma mãe loba, tente roubar a fêmea de um macho alfa. As reações já são imaginadas não?
     Qual a diferença então, entre os vínculos desses animais, e os nossos vínculos? Eu concordo que nossos vínculos são de fato mais fortes. Pois se uma lobo perde um irmão, ele ficará abatido. Porém, se um homem perde seu irmão, ele ficará entristecido, inconsolável e nada retribuirá aquilo durante sua vida. 
     Antes de talvez tentar explicar meu ponto de vista, devo dizer que nós somos animais extremamente sociáveis, e evoluímos tanto nessa direção, que isso pode gerar o pensamento de que somos especiais de uma forma. Bem! Somos especiais de muitas formas, mas não somos os únicos. Existem animais especiais em várias maneiras, as quais não podemos equiparar. Além disso, nem sabemos se existe vida fora desse planeta. Seria interessante, se alguma forma de vida olhasse-nos como muitos de nós olha para os outros animais, com um olhar de superioridade, de soberba.
     Me atrevo então a estabelecer duas hipóteses para explicar essa imensa diferença de perda sentida. A primeira: Seria necessário um tipo de desenvolvimento do cérebro, de alguma parte que influenciasse nas relações com seus semelhantes. Com toda certeza nós temos esse desenvolvimento, porém um estágio mediano, caberia citar (como já falei em um outro texto) numerosos são os casos em que os elefantes velam seus mortos, além disso, mas em menor grau, alguns casos de girafas sofrendo pela perda de seus entes também existem. Mas é claro, não podia deixar de mencionar os chimpanzés. Alguns estudos apontam que os mesmos possuem uma atitude extremamente depressiva perante a perda de um ente.
      É notável que esses animais possuem um cérebro mais desenvolvido, no caso do chimpanzé, a semelhança é ainda muito maior. Então talvez seja possível estabelecer uma correlação entre algum tipo de desenvolvimento no encéfalo e uma atitude de maior socialização.
       Apesar de não possuir influência tão notável, existe o fator tempo. Quantos anos passaria uma loba com sua cria? Os lobos geralmente atingem a maturidade sexual após dois ou três anos, idade em que muitos deles são obrigados a abandonar os seus locais de nascimento e a procurar companheiros e territórios próprios. É um espaço de tempo curto perante uma vida humana.
     Em contrapartida, nós convivemos décadas com uma pessoa, então sua perda é terrível. Os elefantes, que também possuem um tempo maior de convivência. O tempo é apenas uma variante, em uma gigantesca equação, reconheço que muitas vezes apenas um curto período de convivência já basta para criarmos laços fortes. É por isso que considero o homem completamente sociável e que vive em função de estabelecer ligações com os outros. Essa é a nossa especialidade, e sim; acho-a maravilhosa.
     A segunda hipótese seria de que um lobo perde realmente muitos companheiros. Filhotes, irmãos, primos e pais. Em habitats hostis como aqueles em que vivem os lobos, a morte é um fato comum, aliás, a morte é um fato comum a vida. É a morte que seleciona, que constrói as novas gerações e leva as velhas. Mas a maioria de nós estamos desacostumados com a perda de semelhantes como um fato cotidiano. Pois temos tecnologia que estendem nossa vida de uma maneira inimaginável em um meio selvagem.
     Seria interessante apenas mencionar o estado conturbado de uma pessoa que convive com a morte, o que existe muito em nosso mundo atual. A morte possui várias faces. Este texto foi escrito em duas etapas, primeiro o escrevi todo, mas não o publiquei, pois tinha alguns outros afazeres e não pude revisar a escrita.
Porém, quando estava voltando para casa, me encontrei com um indivíduo que tinha algo nas mãos. Ele começou a me contar uma história sem nexo, enquanto fumava um cigarro.
     Ele pediu a um amigo que estava comigo para segurar o que ele tinha na mão. Uma pedrinha. Então, gostaria de falar, o máximo que conseguir. O quão fortes são seus laços? Sua vida inteira fora à margem da nossa sociedade. Aliás, o mundo dos seres humanos na minha opinião é tão terrível quanto o selvagem. Enquanto alguns desfrutam do melhor, outros afundam cada vez mais. Esses, dotados de uma consciência onipresente, diferente dos outros animais, acha na paranoia constante uma fuga a sua desolação.
     É um lado assustador, na verdade todo esse assunto sobre o qual falei é assustador, porém não posso deixar de seguir meu próprio impulso de escrever sobre algo do tipo.


A corrupção

     Introduzi este texto com a frase: "A vida está um desastre". Quero me justificar. A vida a qual digo, não se refere aos seres vivos, mas sim a esse período de experiências e interações que se dá desde que nascemos, até a hora da morte de nosso cérebro.
     Acredito ter sido feliz na escolha do verbo. Seria de fato um desastre se eu usasse o verbo "é", em vez de "está". Pois não tenho a vida como algo digno de tragédia, muito pelo contrário, a vida por essência é bela. O caso é que estamos cuspindo justamente na justificativa que muitos inventam para elogiar a espécie humana, a famosa "Racionalidade".
     Estamos desperdiçando toda lógica da qual dispomos. Gostaria de citar alguns casos para fortalecer minha ideia. Pense, quantos conflitos idiotas existem na sua família? Me explique como que dois irmãos que passaram a infância e a adolescência juntos, podem se separar, não de uma maneira direta, mas da pior das maneiras. Bem, quero dizer, quando as pessoas crescem, elas criam uma família própria e esses laços são tão fortes que ultrapassam os laços de suas antigas famílias onde elas eram crianças!
     É estranho, pois é um ciclo. No núcleo de uma família, existe uma força que une os pais aos filhos. Esses filhos crescerão, mas a ligação que tinham com seus pais (que não era, eu pergunto, a maior do mundo?) será menor do que aquela que eles terão com seus próprios filhos.
     Eu sou apenas uma criança perguntando para sua mãe, se ela gosta mais de mim ou de meu pai. São perguntas assim que não têm resposta no universo infantil, e ainda não as encontro. Só quero dizer que as pessoas estão fazendo trocas de acordo com o período de suas vidas, e isso eu não entendo. Não estou criticando isso, e por isso seria muito ignorante da sua parte se criasse qualquer sentimento de repulsa por aquilo que escrevi.
     Quando me refiro a corrupção, não quero dizer sobre quem ama mais ou menos. Mas por que, existem conflitos como inveja, cobiça, avareza e ódio em meio a pessoas que possuem laços fortes? É aqui que eu queria chegar, no final sobra apenas uma pessoa... Conforme os laços são colocados em atrito, as pessoas escolhem aquele mais importante, e isso prossegue até enfraquecer todos os outros.
     Por que, existem pais e mães em asilos?   


segunda-feira, 25 de março de 2013

De onde veio essa flatulência?

     Bem, eis-me presente, assíduo ou não, meu tempo fora muito bom. É com imenso prazer que volto a escrever no blog, (porém agora é apenas um singelo e insignificante interlúdio) devo dizer que com toda certeza sinto mais falta de escrever, do que qualquer um pode sentir falta das minhas palavras. E bem, isso é tanto um enaltecimento quanto uma amostra de irrelevância.
     Acho justo narrar minhas últimas aventuras. Bem, vamos lá.


     Desde meu último texto, certas coisas começaram a se distinguir na imensa nebulosa de ideias. Não sei se esses amontoados poderão, algum dia, virar estrelas. Ainda assim é com muito otimismo que encaro minhas novas concepções.
     A paixão incubada, que deixava-se vazar com frequência esporádica (dependendo do assunto, nem tão esporádica assim) fortaleceu. Bem, hoje tenho a pretensão de me tornar um cientista. Pois no fim, é o que eu realmente admiro.
    Então, ultimamente tenho procurado conhecer mais o cosmos, instigar o pensamento científico, e usar do ceticismo o máximo que puder. Isso, certamente, refletir-se-á nos meus textos seguintes, de uma forma maior ou menor. Devo confessar algo, porém.
     É um campo perigoso, e isso me excita, pois não posso divagar de qualquer maneira, senão, estaríamos falando de ciência? É claro, existe algo que não me abandona: minhas considerações e descobertas diárias sobre o comportamento humano. Mais que isso, algo que vai um pouco além de comportamento, algo que está presente em textos que falo sobre fazer o bem. Nesses mesmos em que perguntei e talvez respondi questões que me perseguem até hoje; Nossa ética, como podemos ser extraordinários, mas também como temos a tendência à frivolidade.
     Se você clicar no primeiro texto, uma rude introdução do blog, lerá: "Como é o primeiro blog que tenho, vou colocar coisas sobre filosofia, ciência e pensamentos" como pode-se notar, talvez eu não tenha colocado muitos artigos científicos, mas talvez, e com um grande risco, o ceticismo e a racionalidade - componentes importantes para o pensamento científico - esteve presente na maioria dos textos. Eu sinto se começar a direcionar apenas para um tipo de pensamento mais rígido em termos, para poder provar meus pensamentos.
     Podem chegar e dizer: "Ei, seu porra, eu gostava mais quando escrevia de tal forma". Então eu perguntarei "Por quê?", poderemos então chegar a um resultado melhor. Bem lembrado! A dialética nunca será perdida! Então, com uma mescla, chegarei a um produto um pouco digno. Boa sorte a todos.

quarta-feira, 30 de janeiro de 2013

Marcha Fúnebre inconcebível

AVISO: Se é o primeiro texto que lê nesse blog, por favor, peço que leia pelo menos uns cinco textos de bom tamanho antes de ler esse.

     Uma ferramenta extremamente idolatrada pela minha pessoa, e que na minha opinião, deve ser um forma de chegar a diferentes lugares de uma forma mais rápida e maluca, é indispensável para que se traduza o que  vou fazer nesse texto. Aliás, eu a estarei usando.
     O quanto você é certo? O quanto podemos nos dar como certo. Muitas vezes penso se o pensamento no qual coloco mais certeza, tem mais dúvidas do que aquela ideia que outras pessoas não possuem muita "confiança".
     Então, se sou feito da incerteza, posso manipular alguns mecanismos que fazem tudo virar uma bagunça. Ao mesmo tempo, faço com que essa bagunça se expanda exponencialmente, sem parar. E assim, como produto final, obtenho um universo de ideias, e como tudo está misturado, mixado, tudo se contamina. É um bom jeito de explicar o funcionamento disso tudo.
     Sou um homem múltiplo. Antes eram só suspeitas, mas agora tenho certeza. Como posso explicar a vocês, que considero minha habilidade mais afiada e excitada como a de conceber ideias tão contrastantes ao mesmo tempo. Como dizer, que não é minha determinação, inteligência, ou qualquer outro atributo, que considero meu máximo.
     Será que é difícil, eu chegar e dizer? Pois muitos com certeza são capazes de fazer isso, eu não me pergunto nem sequer por um segundo se são dotados de faze-lo em maior ou menor grau. Mas eu considero isso. Também creio que é um dos grandes problemas quando se trata em conviver com as outras pessoas, eu espero interagir com uma outra pessoa que faça isso também. E bem, a todos que já conversei, não consegui perceber essa mesma característica em um grau que me agradaria e assustaria ( o que seria muito alto, principalmente para agradar), mas é muito bom, pois posso usar isso de uma forma individual.
     Um dia conversando com um amigo, no meio da discussão, (provavelmente ele vai ler esse texto e vai reconhecer) ele me perguntou no que eu "acreditava", ou seja, qual minha visão sobre a discussão. E não pude responder, aliás, utilizei um trecho de um texto desse mesmo blog. Mas conversávamos sobre algo extremamente absurdo. Mas absurdo perante a quê? RELATIVO a quê? A visões, a concepções.
     Se alguma ideia é considerada louca, mesquinha, maravilhosa, ou o que valha, é porque a mesma está sendo analisada por outro ideia anteriormente concebida, essa mesma ideia anteriormente concebida foi analisada por outra e assim por diante. Até que chegamos a qual ponto? O ponto em que uma ideia é aceita, sem mais nem menos. Ela simplesmente é aderida. Imposta.
     Decidi falar sobre a confabulação. Entretanto, vou utilizar a ferramente que falei no começo do texto. Com ela, eu posso conceber qualquer ideia, mesmo que pareça ridícula, absurda, ou que insulte as concepções gerais, manipuladas e fracas da nossa sociedade, que são geralmente imposta pelos poderosos, através da mídia, religião, etc.
     Aliás, acho que posso dizer, que é por isso que discordo completamente com uma parte da ideologia das religiões. Elas justamente te impedem de pensar de outro jeito, como vou poder usar minha arma se possuo uma ideia que proíbe que eu possua outras visões? Por que não posso ser muçulmano ateu? São de fato muito bonitos vários princípios da religião, como amor ao próximo, caridade e solidariedade, isso eu aprecio de fato, e aproveito deles quando surge uma oportunidade, pois a maioria deles eu não aprendi com a religião, mas outras pessoas sim, então posso estabelecer uma comunicação.
     Então, se você está engessado em dogmas, tente imaginar. Pois a imaginação é primal, aliás, a mãe de todas as artes. E depois peça perdão para o seu Deus, por ter pensado diferente do que você mesmo acatou.
     A conversa era a seguinte: Existem várias teorias a respeito do que é o tempo. Mesclando uma dessas teorias com o pensamento de que o universo está sob a ação de um ciclo* e ainda adicionando uns conceitos quânticos de possibilidades infinitas, eu formulei uma situação-problema que compartilhei com meu companheiro de confabulação.
   
     Era assim:


     Admitindo vários ciclos no universo, ou seja, tudo se cria e depois se destrói para se criar de novo, chegamos a um dilema. Devido as gigantescas (e chegam próximo do infinito, por mais irônico que possa parecer) possibilidades, tudo pode ser recriado de incontáveis formas diferentes. Mas se tudo não passa de um jogo de dados, vamos simplificar tudo.
     Pegue um dado de 6 lados. Jogue-o. Tente tirar 2. Conseguiu? Bem, sem um limite de tentativas você vai acabar conseguindo cedo ou tarde. Agora arranje mais um dado de 6 lados, jogue um dado, tire 2, depois jogue o outro dado e tire 2 também, só que de uma vez só. Ficou bem mais difícil, pode ser rápido, como pode levar uma tarde inteira para você conseguir, mas e se....
     E se o tempo for admitido como algo realmente tão infinito, que chega a ser insignificante? Se você tiver 2 bilhões de anos livres para fazer alguma coisa, por mais difícil que seja tirar mil dados com resultado 2 consecutivamente, uma hora você pode conseguir.
     Orgasmante. Se você tiver 2 bilhões de anos, você faz qualquer coisa, agora pense na Evolução. Ela parece mais possível nesse ponto de vista? Mas é claro, não temos noção de quanto isso demora de acordo com o nosso ponto de vista humano. É assim que toda a complexidade da vida hoje pode ser explicada, o tempo na mão da Natureza. Ela dispõe dele como recurso que nunca vai acabar, por isso ela pode ser bem detalhista.
     Eu disse mesmo que demore incontáveis bilhões de bilhões de anos, os dados podem cair na mesma posição, e uma situação idêntica a que está acontecendo agora, pode acontecer no "futuro". Então o futuro será igual o passado. Ao mesmo tempo que todos podem ser PRESENTE, ao mesmo tempo. Que é no que eu mais coloco minhas fichas, de que de fato não existe tempo, mas um eterno presente, digo isso fisica e filosoficamente.
     Um pouco louco não? Não. Louco perante seu ponto de vista. Louco por causa das ideias que você tem guardadas aí, mas perante eu, que crio um recipiente para essas ideias, elas não são nem um pouco "loucas", elas chegam a fazer o maior sentido. Esse ato de não conceber ideias muito diferentes, impede a humanidade. O ser humano é engraçado, vivemos assim, a primeira ideologia que aprendemos julgamos como a certa, é claro que só por que você julga algo certo não quer dizer que o mesmo seja. É por isso que eu amo a Ciência, já disse e volto a repetir, a verdade é verdade, independente do que você acredita. A arte de mudar. E a Ciência, meu caro, é feita disso, ideias concebidas sem PRÉ-CONCEITOS, por mais que sejam diferentes das ideias que nos são apresentadas de ante-mão, por mais que sejam diferentes até das ideias que a própria ciência já estudou/estuda.
     O título começa a gritar de maneira ensurdecedora nesse ponto do texto, acho que após essa breve introdução, poderei dizer a que vim.


Morte.

     O que é morte? Morte, meus amigos, é o assunto mais horrível de se falar. Não, não nesse sentido que você está pensando, mas o motivo que você pensou é justamente a causa dessa dificuldade de trabalhar em cima dessa palavra.
     Ultimamente andei lendo alguns artigos neurocientíficos que mostram a importância dos sentimentos a respeito de quase tudo que fazemos, senão tudo. Então, a morte que causa tanta tristeza e dor as pessoas, deve criar algo terrível ( e na minha opinião, extremamente necessário a nossa sobrevivência) a nosso corpo, dando ênfase é claro, ao nosso cérebro. 
     Talvez essa seja de fato uma explicação para como a morte tem uma importância divina na nossa vida. O que alguns não deixam de usar contra a maioria, utilizando desse temor para gerar meios de manipular as pessoas*. A partir do momento que tomamos consciência de que somos vivos, nada nos perturbou mais que o fim dessa vida. A clareira no fim do caminho.
     Isso foi uma concepções mais impactantes, e vejam só, olhem ao redor, ela perseguiu os seres humanos durante todo o período de evolução do Homo sapiens! Talvez a consciência de que vamos morrer algum dia, - obter essa ciência, essa resolução - foi a principal diferença que afirmou a diferença do ser humano em relação aos outros animais. 
     A questão está ficando cada vez mais delicada... Pois a morte separa as pessoas e nossos laços são muito fortes, essa experiência de separação, como eu disse anteriormente, gera pertubações espalhafatosamente bruscas em nosso sistema. Um genuíno trauma.
     E deve ser tratado com qualquer trauma, queremos distância do problema.... 
     Então quando nos é prometido que vamos ver as pessoas que amamos quando essa vida acabar, talvez em outra vida, não sei, é muito reconfortante. Eu particularmente gostaria de admitir, até hoje, minha experiência com a morte foi menos intensa, as pessoas mais próximas que já perdi, se foram quando eu era menor, ou pelos menos quando eu não tinha tanta consciência disso.
     Fica talvez mais fácil, para dizer que devemos encarar esse fato como algo natural, e que precisa ser revisto. Sou grato, que não passei ainda por momentos tristes devido a morte de alguém, pois agora posso ver com outros olhos, e me preparar para quando eu passar por isso.
     Quero, usar minha ferramenta aqui. A respeito do que é perder ou não uma pessoa. Por que isso é extremamente desconfortável, o prognóstico de uma vida em que um ente querido não esteja mais ao seu lado. 
     A questão, é, qual a diferença entre a morte de um ser humano, e a morte de outro ser vivo qualquer? A questão é grotesca a princípio, e para finalizar esse ensaio, vou dar minha opinião.
     Acho até digno de mencionar um pedaço de um texto sobre Estoicismo. (Aliás, eu mesmo já publiquei o texto todo aqui no blog, procura aí), pois concordo com a maioria do que essa corrente prega, senão tudo:
   
     "Ora, nesse contexto, como se deve portar o homem diante da vida e do universo? Para o estoico, ao compreender que é um ser racionar que possui uma maneira de ser de acordo com o universo, o homem deve entrar em harmonia com esse cosmo e viver de acordo com suas leis.
     Diante disso, não há motivo para desespero até mesmo diante do sofrimento. Se a dor existe, ela é parte integrante do homem e do universo, e, portanto, é boa. Se o homem resolver revoltar-se contra a dor é por que não compreende que ela é parte de uma harmonia cosmológica perfeita.
     Isso vai gerar uma atitude muito austera diante da vida. Ao estoico, sofrer pela do não faz o menor sentido. Por exemplo, a morte lhe é um fato natural, portanto, não o pode abalar."

     A diferença pode estar não em quem morre, mas em quem lhe dá por falta. Nós humanos, criamos fortes laços com os outros, é o nosso jeito, e nesse planeta, cada um, cada espécie tem seu jeito. Porém quando não emitimos mais impulsos elétricos, aqueles em nossa volta é que vão sentir nossa falta. Quando uma formiga morre, suas semelhantes não são tão afetadas. Ao mesmo tempo que os elefantes velam seus mortos, agora digo, os elefantes possuem um cérebro grande e uma certo grau de inteligência. Então, será que tudo que achamos ser exclusivo do ser humano, de ordem divina até, não é apenas resultado da seleção natural?
     Por que uma formiga não é importante? Qual seu conceito de ser importante? Ser capaz de sentir, emocionar-se? Possuir uma vantagem cognitiva? Então, antes de termos aqui na Terra o ser humano moderno, nada importava? Pois tudo aquilo que julgamos nos fazer diferentes dos outros animais veio da evolução. Do mesmo modo que um animal possua características que nós nem sonhamos em ter, ele não seria também "especial"? Antes de evoluirmos? Ah, você não "acredita" (palavra cretina) na Evolução? Então... Deveria ter parado de ler o texto quando falei da ferramenta.
     Essa era minha armadilha para você, uma reflexão cruel. A arte de pensar em algo absurdo, longe das concepções do que essa sociedade impõe como ético, como educado, como certo.     

segunda-feira, 7 de janeiro de 2013

Uma Miscelânea Harmoniosa


Antes de qualquer despedida, gostaria de pedir para esquecerem os rótulos.

     Me chamem do que quiserem, não serei perfeito sobre o que irei falar, mas o primeiro que pensar, falar, ou o que seja, sentir, que estou errado pois o que eu digo não pode sobreviver nesse mundo, também deve pensar, falar, ou que seja, sentir, que você também é responsável por essa triste realidade. E se isso persistir, tenho certeza que enquanto você diz que nada pode ser feito, eu digo que eu já começo a tentar algo.
    Minha principal intenção para o texto era divagar sobre os famosos rótulos, mas acredito que o problema vai muito mais além disso. O caso é que vou tratar de algo tão ligado a nossa sociedade, ao nosso dia-a-dia e a nossa relação com as outras pessoas. Vou abordar vários pontos.
     Mas faço tudo isso com um prazer imenso. Além do bem-estar em escrever também me acompanha a vontade de que depois de dizer coisas que considero improdutivas e que não fazem parte de uma conduta que procura a harmonia, a paz e o amor entre as pessoas, posso também dizer que sim, se quisermos é gratificante abandonar tudo isso que nos obrigamos a carregar. Me ajude a largar isso no caminho, e nos livrar desse peso que não nos ajuda em nada.
     Bom, primeiramente gostaria de dizer que hoje, não conheço as explicações científicas, dentro das quais me interessariam as psicológicas e biológicas, estas últimas principalmente. Porém pretendo solucionar isso futuramente. Em verdade eu vos digo, não sei se conseguem imaginar a ânsia por entender o ser humano que existe dentro de mim. Porém eu procuro as respostas em algo que não leva em conta conceitos errantes e egoístas, algo que não depende de um deus ou de uma vontade superior, algo chamado ciência; que nos revela a verdade nua e crua. Sem maquiagens, sem ilusões.
     Apesar de não poder apresentar as causas, posso apresentar o problema. E talvez depois de tudo uma solução. Enxergá-lo não é difícil, combate-lo, sim. Pois não é sempre que querem ir contra ele. Não, muitos o incentivam, aliás a maioria. Muitas vezes inconscientemente... Mas lhes garanto, podemos perceber que o ajudamos a crescer em várias atitudes cotidianas. Deuses...
     No meu texto "Lutando por mim" fiz um poema de uma criança oculta, a princípio horrorizada com sua transformação, depois, simplesmente esquecida, vegetando em sabe-se lá onde dentro de cada um. É de fato um processo revolucionário. Onde aprendemos que não devemos temer monstros por que eles não existem, são de faz-de-contas, porém isso é uma mentira, pois os piores monstros imaginados por uma criança não seriam páreo em maldade para aqueles que habitam entre nós.
     Uma frase que marcou muito esses últimos tempos é algo mais ou menos assim: "Antes não nos importávamos com a cor, a origem, ou a riqueza daqueles com quem iríamos brincar, mas sim do quê iríamos brincar". Já parou para pensar nisso? E será que o mesmo não poderia ser dito, sobre o comportamento que você possuía em relação aos animais? Sim. Muitas crianças perdem tudo isso antes de ainda deixarem de ser criança... Mas em algum momento, você sabe que muita coisa era diferente, não existiam uma porção de frases na sua cabeça como: "O mundo é assim", "Não há o que se possa fazer", "É melhor você pensar só em si mesmo, se não não terá chance nesse mundo". Mas aos poucos elas se introduziram na sua vida, foi um processo tão gradual que nós não percebemos.
     E isso não para na infância, a juventude é vista com maus olhos pelos observadores mais velhos. É quando não se pode mais controlar, e a aquela criança compete com o adulto que vem. E todos nós, me digam meus amigos, sabemos que na maioria das vezes essa criança perde. Pelo menos nesse mundo é assim.
   
Onde estão seus valores?

     Uma história interessante aconteceu comigo esses dias, eu distorci um pouco a história no que se diz respeito as pessoas envolvidas. Acredito que não tenho amigos que agiriam dessa forma, bom, lá vai:

      "Estávamos conversando normalmente quando meu amigo disse que reprovava inteiramente a conduta de um terceiro. O suposto errato (decide chamar assim o suposto culpado) não possuía muitos problemas em conversar sobre assuntos sexuais. E meu amigo disse que isso era muito errado, pois ele falava isso para uma pessoa próxima do meu amigo, (uma amiga dele, vamos colocar assim). Então eu perguntei:
     — Sua amiga não quer ouvir o que o errato diz?
     — Bom, na verdade ela não acha ruim. Mas o que ele está fazendo é errado!
     — Se eles decidiram conversar daquilo por que ele está errado? — Indaguei.
     Meu amigo justificou que a atitude dele estava errado perante os conceitos de certo e errado de uma religião cristã. Nada surpreso com a resposta, perguntei novamente: 
     — Desse modo, é somente através da religião que você pode dizer se o que ele faz é errado?
     — Sim — Ele concordou
     — Então me diga, e se o errato for por exemplo, hum... Muçulmano? Como dizer a ele que o que ele faz é errado na sua religião, mas não na dele?
     A partir daí o relato não nos importa.

     Então, se meu amigo só podia dizer que o errato possuía de fato uma conduta "indevida" de acordo com um dos maiores divisores de águas entre os seres humanos: uma religião.
     Eu vos pergunto, como lidar com uma religião que prega igualdade entre os homens, solidariedade e compaixão pelo próximo, sendo que ao mesmo tempo ela exige que você a adote e vista um rótulo: Cristão, muçulmano, hindu, ou etc. A partir daí você já chega a uma contradição. Se a igualdade é pregada, mas ao mesmo tempo requer que você adote somente os deuses, ou a postura daquela religião. Então qual é a certa? Pois com a mesma ferocidade que um cristão acredita que seu Deus é o supremo, um hindu também acredita nas suas divindades.
     Por esse raciocínio, acho que a religião contribui em muito com a separação que vemos hoje em dia. Se bem que esse tipo de sistema tentou, pois existem alguns princípios a serem seguidos, e são muitas vezes são bem-sucedidos, exatamente por seu caráter supremo e místico. Porém, com a evolução do homem, alguns princípios se veêm perdidos e sem razão, mas, se eles são divinos, como podem ser alterados, ou blasfemados? Eis o problema.
     Com grande contribuição da religião, e de outras doutrinas, o sistema impõe alguns valores convenientes. Isso é presente em qualquer modo de produção. Se pegarmos como exemplo, o socialismo soviético - lembrando é claro que o regimes socialistas na prática, principalmente em seu ícone, a URSS, não seguiram muitos dos ideais Marxistas - houve por parte do governo uma indução a um comportamento que favorecia o tipo de regime. E do mesmo modo acontece hoje no capitalismo. Mas não quero falar sobre capitalismo, estou falando do sistema, que é algo muito maior.
     Uma vez, e tenho certeza que esse fato é contado por muitos, em uma entrevista a um programa de televisão ao vivo, Elis Regina discutia assuntos demonstrando opiniões extremamente evoluídas para a época, quando em certa parte da entrevista, a apresentadora faz uma pausa na entrevista e diz que alguns telespectadores ligaram para dizer que estavam se sentindo incomodados pois a Elis não estava sentada de pernas cruzadas, mas sim como as pernas em forma de borboleta, ou sentada igual índio se preferirem. 
     Da onde vem esse incômodo? Por que é tão difícil?! Por que não se pode ser diferente de padrões impostos por religiões, mídia, governo - muitas vezes através de verdadeiras lavagens-cerebrais, E NÃO ME VENHA COM ESSA! SE DIZEM A UM HOMEM QUE ELE NÃO DEVE QUESTIONAR, É POR QUE SE ELE O FIZER, NÃO PODERÁ MAIS SER CONTROLADO!!! VIVEMOS NO CÚMULO DA HIPOCRISIA, POIS PROFERIMOS NOSSOS VALORES, ENQUANTO O SISTEMA SÓ PODE FUNCIONAR SE TODOS ESSES VALORES FOREM QUEBRADOS, todos... Sem nenhuma insignificante exceção. Pois esses valores são vazios, são impostos.
     As pessoas se sentem de uma maneira completamente absurda quando estão presente de algo diferente delas, algo que não condiz com tudo que ela aprendeu. Mas ela nem se deu ao trabalho de questionar o que ela aprendeu.

A nossa Guerra-diárias

     O que eu sou? Toda forma de enquadramento é tão radical, que eu seria um estúpido se falasse apenas das religiões aqui. De forma alguma acredito que as religiões são as piores, apesar de contribuírem bastante. Não... Diariamente somos encaixados em classificações rígidas e cheias de "pré-conceitos". 
     Ou você É OU NÃO É. Me diga meu amigo, você nunca pode pensar por si mesmo, e sim adotar um grupo ou outro. E a partir do momento que voce adota um grupo, o outros devem estar necessariamente errados. Se não você é um hipócrita, um poser, alguém não bem-vindo. Mas bem-vindo as diferenciações, as classificações. Vamos etiquetá-lo direitinho, sim.
     Em um texto anterior, não entendi a princípio por que tanto problema em relação a discutir as várias posições, contra e a favor do vegetarianismo. E por fim me deslocar mais para o lado a favor. Isso não entra na cabeça das pessoas, é impossível gostar de rock e sertanejo ao mesmo tempo. Se você for mulher deve ser rebaixada, se for gay discriminado, se for você mesmo, condenado.
     Agora vejo um imenso problema, que não acaba apenas em obrigar que se escolha onde ser enquadrado. Fazendo menção a Foucault: "Não me pergunte quem eu sou, e não me diga para permanecer o mesmo". Bem vindo ao Senso Incomun, meu amigo.
     Como se não bastasse, finalmente vi um campo fértil para o ciclo do ódio. Que é alimentado pela incompreensão das diferenças, e de uma condenação doentia dada as mesmas. Ali, as pessoas como há muito tempo fazem, se separam em grupos e mais grupos. 
     O Nazismo foi uma fase relativamente pacífica, na minha opinião, com o que realmente acontece hoje em dia. E o mecanismo vai girando e girando, cada vez mais rápido e caótico.
     A peça que encontrei há um tempo atrás realmente era pequena, a maquinação de um esquema de ódio está tão trançada na sociedade que vivemos, que nossos amigos nos olham com outros olhos de vez em quando. Nós olhamos nosso amigos com outros olhos, a todo momento.
     Então aonde vamos chegar?! OH! POR FAVOR! me diga!! Aonde? Será que existe...?



***


Acorde, levante-se e faça...Faça seu ciclo do amor


     Sentir raiva dos mecanismos que contribuem para isso não é a resposta. Eu admito, é difícil, eu mesmo não controlo isso às vezes. Sentir ódio por aqueles que lutam para que tudo continue do mesmo jeito, sentir raiva por toda a hipocrisia estabelecida, me odiar por estar aqui escrevendo tudo isso... Sendo que sou apenas um adolescente de merda que não sabe nada sobre o mundo, que fica escrevendo coisas tolas mas que um dia vai aprender como a vida funciona, e aí Sim! Ah! Aí vai ficar quietinho e continuar vivendo como tudo deve ser.
     Então eu lhes digo, sim, eu falei muita coisa errada, sim eu participo de tudo isso, mas não eu não quero continuar e sim... Pelos deuses, eu QUERO AMAR!
     Eu quero amar, combater esse ódio com outra moeda, a solução nunca será raiva se o seu problema é ela. As respostas vem para nos mostrar algo diferente, algo que não estávamos vendo antes.
     Foi isso que aprendi, isso que venho aprendendo. Muito mais depois de escrever esse texto. Como eu já disse antes, eles vão tentar me matar por erguer essa bandeira, mas minha bandeira não é um convite a luta, mas a conciliação. Estou criticando a raiva que nutrimos pelas pessoas devido a suas atitudes, estou falando de ver o lado bom, em vez de ver o lado ruim. E se esses meus últimos texto forem comparados, terão algo muito em comun.
     Portanto, não me odeie por ter escrito tudo isso, veja as coisas boas que eu escrevi. Antigamente eu não me importaria com seu ódio. Agora não uso mais a palavra importar. Só isso que eu lhe peço, mas ainda acho que não posso controlar suas atitudes, muito menos devo. Convido-o a ser você mesmo, e durante esse processo, não gere atrito com outros que estão parados ou em movimentos. Siga seu fluxo, que, em vez de provocar faíscas, você irá na verdade atrair chamas ardentes daqueles que também querem seguir esse caminho. Meus cumprimentos, se você me fez o favor de ler todo esse texto. E obrigado, por cada pedacinho de atenção que você prestou a essa leitura. Paz e amor, respeito e paz. E que o lado ruim nunca desapareça, pois precisamos de guerra para conhecer a paz.

segunda-feira, 31 de dezembro de 2012

Lapidando o espírito

     Simplesmente vou escrever. E por favor, não me venha com merdas depois de ler o texto, pelas minhas atitudes é possível perceber minhas crenças e descrenças, não vou admitir insultos a minha inteligência por causa de comparações cruas e utilização de conceitos pertencentes a uma doutrina. Ao meu ver, só se pode usar a sua "doutrina" em pessoas que acatam a mesma. Caso contrário põe bomba no corpo e vai converter!

     Eu vi a beleza na ciência e na filosofia e aprendi o que eu pude. Me interessei e cresci mais um pouco, já não sei muito bem para onde vou, mas diferente do famoso texto, nenhum lugar me serve.
     Se for necessário, levarei a madrugada inteira para escrever esse texto. Mas ele será postado com certeza.

     Estou me espremendo.

     O que trouxe até aqui na minha jornada, tem me ajudado entender como se faz, e como funciona. Aqui será anotado meu lembrete, mas não para você, não. Um lembrete que vai me lembrar da situação que eu estava, e isso espero (se não vou ver que simplesmente passei grande vergonha e acabei com as chances de fortalecer mais um laço).
     O pior de tudo é que vou ficar 3 dias nas cegas antes de ver qualquer reação a esse texto. É um grande tiro no escuro, mas é um bom tiro, por que eu atiro com a mente*.




3 nomes


     Tudo começou com uma brincadeira de facebook. Mas acabou como uma descoberta tremenda. Não sei se sabem do que estou falando, acredito que muitos aí já caíram nessa. Enfim, eu não caí completamente, pois consegui consertar qualquer dano indo às pessoas certas. 
     O caso é que eu não admito muito deslizes da minha parte, por que eu tenho objetivos cruéis. Nos mesmos, erros bobos não podem existir, então fui ver onde me encontrava. E encontrei com uma coisa asquerosa e horrível, um demônio, vivendo perto de algum lugar, e eu não havia o enxergado. 
     Apesar de todo esforço para repugnar a coisa, eu não fiz nada. Aparentava ser um vampiro, que suga mais* anestesia. Nos deixa dormentes, faz esquecermos que está ali. E continua sugando, chupando.

Agravamento 

Como o tempo voa. Principalmente quando você não marca as horas...

     Se foi apocalíptico não sei dizer. Ultimamente me dividi em dois, uma parte irracional e a parte que chamo carinhosamente de "futuro físico quântico". Bom, não posso negar que as duas se dão muito bem! Na verdade eu bem que poderia arranjar esse pretexto e fazer um texto sobre como estou sendo dissecado por duas visões gritantes, mas não! Essa loucura coube perfeitamente nas ideias da minha pessoa, e estão pacíficas. Só vou citá-las por que tudo começou a desandar, e as feras adormecidas sempre acordam primeiro que as ideias incríveis aprisionadas em uma mente.
     A parte irracional diria que isso deveria realmente acontecer, a parte "futuro físico" prefere omitir sua opinião para não traumatizar as pessoas apaixonadas. Enfim, conheci uma garota por meados da última semana de dezembro, como vocês podem conferir, é algo extremamente recente.
     Mas ela era digamos tentadora de tão interessante. Nunca conversei com uma menina que me deixasse tão intrigado (acalmem-se, é meu último desejo transformar esse blog em algo uh, melhor nem dizer). Pois bem, esse foi mais um ingrediente vital na minha revolução atual. Não sei exprimir, não é nada apaixonante, é algo que vi refletido na imagem de mais um desafio, algo natural e ao mesmo tempo feito tão errado por tantas pessoas. Se trata de algo por enquanto inexprimível. Sim, uma garota, mas retirem todos os conceitos que vocês sabem, é, é uma menina mas e daí? Se fosse um cara não mudaria nada, por que não estou falando de sentimentos que estou nutrindo por alguém - isso realmente não é da sua conta - mas o quanto uma pessoa que emerge do nada pode me transtornar tanto assim, não por uma questão física e emocional, mas por algo que se aproxima das minhas divagações sobre aquele ser incrível que vive em cada um. Me vejo agora mais perto de exorcizar esses males, e sabe, vou compartilhar algo com vocês.
     Queria ser visto a par de toda essa sociedade, e isso não é querer ser diferente pra chamar atenção, mas seria bem mais fácil. Uma vez assisti um episódio de House, em que o paciente era um menino com autismo. Eu me identifiquei totalmente com House quando ele ficou com inveja do menino. Por quê? Ora! 
     Você não precisa se adequar a padrões e ditaduras como as pessoas "normais", deficiente não faz diferença. É inútil. Me dói escrever esse pensamento das pessoas, mas ele é real. O quanto se surpreenderiam elas com as proezas que qualquer ser humano pode fazer? Não sei. Só sei que ser uma pessoa que não pode ser colocada no padrão seria muitíssimo interessante. 
     Eu pagaria o preço de ser considerado estranho, esquisito, principalmente louco (no sentido patológico), por que isso não passaria de opiniões, e o meu prêmio me aguardaria. O meu prêmio seria que não cobrariam certas posturas, desenvolturas e atitudes para que eu seja considerado aceitável. Eu tenho meus princípios, eles podem sobreviver fora disso tudo. Não peço isso para outras pessoas, só pra mim, acho as consequências insignificantes. Enfim, enquanto não consigo esse respeito - pois é assim que o considero- continuo com as implicações da minha metamorfose em um estágio incógnito.
     Retornando ao fato da bela garota ter contribuído - e muito - para minha situação aguda e crítica, a qual me encontro nesse momento - e que vai me levar a tomar atitudes agudas e obviamente críticas - mais um peso contou a favor de um lado da balança.

Os grupos

Uma vez eu quis construir uma casa na árvore...

     Não quero que isso pareça uma reclamação, e não estou me importando o que vocês vão achar do texto. Por que como já disse, estou escrevendo para me lembrar, mas também para explicar a vocês da minha situação. 
     As pessoas são de fato muito desanimadas. São desanimadas aqui, e são desanimadas ali. Não entendo a dificuldade em fazer parte de um grupo. Quando os interesses se mesclam, chegamos a um clímax de intenções e o ânimo se exalta. E para isso não são precisos climas tensos, ou discórdia exacerbada e evidente. Não, os piores conflitos são aqueles silenciosos, vem fugazes e atrozes, de fontes obscuras.
     Porém, quando eles chegam todo mundo os nota. Ou simplesmente se esforçam para ignorar.
     Mais uma vez entrando em um campo mais ~experiência pessoal~ tenho que deixar anotado para a posteridade um dos famosos motivos que fazem um homem cair: Quando as mãos que se ofereceram para ele se levantar, começam a se soltar.
     E isso se trata de algo simples. A imagem porém é essa que pintei para vocês, pois o fim de um grupo, não diz respeito a uma atitude isolada, mas de algo tão conjunto que chega a ser crime colocar a responsabilidade em um ou em outro. Somos capazes de criar círculos que podem ser desmontados facilmente, mas convenhamos, são dificílimos de serem montados.
     O que mais me impressiona disso tudo, é o teor de participação das pessoas a minha volta nessa minha revolução. O fim de ano não possui significado nenhum, não existem votos de ano novo, mas sim algo que precisa ser resolvido agora, urgentemente, sem que se haja tempo para pensar. Mas isso me assusta. 
     Antes se tratava do que eu fazia para melhorar a minha pessoa, mas então cheguei a dois vereditos ainda mais tenebrosos:
- Só eu posso me entender, assim posso conceber minhas ideias sem nenhuma margem de erro, e isso me permite ir além dos meus limites sozinho, pois sou como um computador  isolado, posso fazer tudo dentro de mim, e tenho a vantagem de possuir um cérebro. Posso evoluir, ampliar meus limites cada vez mais. Não poderia fazer isso de maneira tão exponencial quando em comunhão com outras pessoas. 
-É necessário se desenvolver ao máximo para atingir metas tão altas, e isso implica em um aprimoramento individual assustador, em vários campos, em vários aspectos. Porém a partir daí surge algo mais complexo, e é isso o que está me levando ao "vamos ver". É a transmissão de ideais, de energia para os comensais. Pois é fato que não se pode conseguir algo aqui sozinho, é lei natural. Como isso não vem dando certo, estou me desesperando, e sim, é uma atitude que não devo tomar.
     Vem me afetando até nas minhas posturas que tomo desde que me vejo como um projeto de gente, a minha paz, e principalmente a arte de nunca levar as coisas a pontos estressantes, conflituosos no sentido mais pobre da palavra, um sentido que fere os propósitos que muitas pessoas proclamam por aí. Quase me pego escrevendo algo desnecessário e que não tem muito a ver com o assunto, assim estou meus amigos, assim estou.
     
Uma promessa de boas-novas

     Chega a hora que vou decidir. Afinal o que fazer diante de tantas questões? Vou meditar sobre tudo isso. Mas antes de tudo e mais importante abandonarei minha rotina, o que também acredito que já passava dos limites. Não é um ato tão simples, acredito que não vou chamar de sacrifício ( no sentido de se abster de algo, e pelos deuses não estou fazendo voto e promessa para ser agraciado) mas sim de um momento de intensa reflexão, o que por sinal não vai ser fácil. 
     Convido a todos, a se lembrarem sempre que a vida é determinada de acordo com objetivos tão ocultos que você não pode pronunciá-los, nem expressá-los de maneira muito concreta. É por isso que não saberia responder quais são meus objetivos se me perguntassem. Eles estão incrustados em mim, por causa do meu jeito de ser, eu vou ser encaminhado naturalmente. Não chamo isso de destino, mas simplesmente, você faz sua vida. Essas metas, são de fato impregnadas na sua pessoa, mas antes deles se consolidarem é possível moldá-las e esculpi-las a bel prazer. Foi isso que fiz, e não me arrependo nem um pouco, só quero que o trabalho seja digno de chocar senhoras de meia-idade. 

quinta-feira, 27 de dezembro de 2012

Lutando por mim

     Eu gostaria de dizer carinhosamente a todos aqueles que procuram fugir da ignorância, que procuram o conhecimento sobre tudo, mas aqui priorizemos o conhecimento sobre a sociedade, sobre como tudo funciona. A você, minha amiga ou meu amigo, que sempre buscou tirar as vendas e ver o mundo real, saber não através de mentiras confortáveis mas da velha e bruta verdade. Quero expressar, o sentimento que venho sentido por vocês em uma palavra muito mágica. Foda-vos.

     
    AH! Já faz um tempo que não escrevo nesse blog... Como algum leitor assíduo deve ter percebido (tomara que existam mais de dois) Mas acredito que deixei material suficiente para entreter pelo tempo que passei fora. Obrigado a todos que leram das palavras que juntei. Agradeço profundamente. Mas não se acanhem, me xinguem, critiquem, podem até me elogiar um pouquinho. Mas quero confabular com todos!

     Nesse texto vou montar a trajetória de uma criança, até se tornar um adolescente. E falar da criança interior desse pré-adolescente... Ela fica tão chocada, mas cada vez mais largada e esquecida. E fazer é claro a anotação da visão crítica e revolucionária desse adolescente sobre os adultos, não sobre o seu futuro, mas sobre o presente, a respeito daqueles que ele vê hoje, e dos quais nunca quer se igualar. 
     Será que ele vai conseguir? Até agora ele não sabe dizer se conheceu alguns que se preservaram. O maior medo desse adolescente é descobrir que mesmo ele, ELE! No auge do seu egocentrismo irá sucumbir a essa força de fabricar pessoa que não sonham mais como deveriam e o que ganharam de conhecimento acumulado e porte físico, perderam de suas épocas mais doces, inocentes e esclarecedoras. Mas podem ter certeza, se ele perder, ele terá lutado até o fim.
   Acho que posso invocar uma letra de música, pra dizer o que esse texto vai causar em muitos que chegarem a lê-lo:
     "Agora cuidado com o que você diz, ou eles vão te chamar de radical, um liberal, fanático, criminoso."



     A dor é excruciante quando a criança desvenda a falha do herói. Mas não seria muito pior, se o herói apontasse sua falha, não para dizer para a criança "Eu não sou perfeito, mas ainda posso ser o que quiser". Não, nunca para isso. Ele não é herói, é anti-herói. Aponta a incoerência e diz:                                                                              Você vai se tornar assim.

Papai Noel não existe...
Vampiros e Monstros? Nada no armário? 
Por que isso é tão triste?!
Não façais minha tumba, meu entalho

Bom, aos poucos aceito.
Acho que abandonar medos não é tão mal.
Mas e essa de preconceitos?
Meus pais dizem... por que não?

Falo para vós, mas não sou eu
Sou o inconsciente, a criança adormecida
Sou a parte infeliz, Deus...
Por que me lembro do que era

Agora, as cores importam na hora de brincar
Sorrir para o outro, nem sempre que dizer amar
Não me pergunto do que vou brincar, mas com quem
No banco da igreja, só sei dizer amém

Agora, desprezo meus medos, e quem dera só os negasse
Por que também desprezo meus amores
Mas como sou a parte adormecida, não entendo...
E fico aqui triste, confuso, adoecendo.

Às vezes sou reanimado, um olhar feliz
Uma beijo dado com amor. E até algo que nunca senti
Será que me lembro de como eu era?
Tudo bem... Ficarei em silêncio, na minha semiesfera.


***


Me torturam, deixam ao léu
Dizem que vai passar, que mudarei, pra melhor...
Que eu devo vestir o véu
Parar de olhar pro céu.

Sádicos! Cruéis! Bastardos da alegria
Ignorantes da simplicidade e da imaginação!
Eu almodiçoo todos vocês. POR QUE
EU NÃO SOU COMO VOCÊS QUEREM QUE EU SEJA!


***


Claro, os adultos, não se engane caso não pareça!
Que agora já não ligam. Entorpecidos?
Nunca, voluntariamente desistiram de vez!
De serem eles mesmos....




    Tenho o direito de fazer um ensaio sobre uma fase nebulosa chamada infância? A apoteose da fumaça da mente, onde um medo era irracional, e a coragem era suicida? 
    Você se lembra?
 
     O que é crescer?

     E que Deus tenha todos nós. Mas o que eu faço agora, um homem disse que Deus está morto...
De tão enfadado, não ouso mais uma linha.



sábado, 17 de novembro de 2012

Memórias de um garoto egoísta


     Gostaria de expressar uma opinião, que sinceramente eu percebo. Posso? Bom, o caso é o seguinte, a uns tempos atrás escutei a expressão "pseudo-intelectuais", conheço pessoas que perguntariam, bom, mas o que você define como intelectual? Etc, etc. Simplesmente não disse nada quando ouvi a expressão, apesar de ser incluído nesse rótulo. Acho importante discutir isso, neste texto, por que acho que um assunto vai interferir profundamente em um futuro texto.
     Bom, existem obviamente sentimentos ruins nas pessoas. Tenho muito deles, e ultimamente estou tentando abordar uma nova postura, minha dedução deliberadamente expressada, como a formei, através da razão obviamente. Vamos aos fatos.
     Sou novo, ou seja, não tenho muito experiência prática. Porém sempre procurei saber mais e mais, então existem algumas coisas que aprendi nessa vida. Então gostaria de fazer algumas reflexões sobre essa postura, e talvez - probabilidade por enquanto pequena - xingar um pouco. Ah.
     Então vou deixar isso como introdução, e agora começarei por pontos que acho interessante, falando realmente em um campo prático, que envolve a Ética e o relacionamento humano. Fumemos o texto:

     Nas instituições sociais e em lugares onde temos um certo tempo de convivência com um grupo de pessoas, vamos percebendo diferentes reações perante o nosso caráter e isso é muito interessante! Gostaria de falar de algumas reações que provoquei e o que pude tirar em especial delas.
     Vou bem na escola, não nego, na verdade nesse texto só quero ser direto, não quero amenizar nada. Em questão de notas sou o melhor da minha turma. Essa posição trouxe algumas situações que quero refletir nesse texto - e não vou falar sobre bullying.
     Não acredito que exista grande indiferença por parte de muitas pessoas, se ocorrer é com uma ou outra, por que todo mundo se preocupa com a situação de todos perante a própria. As manifestações são tantas que fica difícil falar de todas aqui, muito difícil mesmo, porém quero pegar as que vão nos levar a algo que planejo.
     Notas não significam tudo, são apenas referentes a uma parte da capacidade cognitiva, e posso perceber  muitas pessoas que se saem bem na arte de pensar, muitas vezes melhor do que eu - mas faço de tudo para superá-las - pois essa arte é vasta demais, não diz respeito apenas a notas escolares. Agora entramos em algo que gostaria de dar uma atenção especial, a competição.
     Competir é um ato natural, e com certeza se dá nas relações sociais, porém gostaria de citar erros cometidos frequentemente por meus adversários, e reconhecer os meus.
    Bom, primeiramente, pode-se competir em relação a tudo. Porém me atenho a competições no campo cognitivo, e um pouco do funcional. Mas essa disputa é muito importante, pois nos leva a melhorar cada vez mais. Gostaria de falar da derrota. Eu não gosto de perder. Ninguém gosta.
     Mas perder como todas as coisas "ruins" fazem parte da vida, então devemos aceitar a derrota. Porém gostaria de criticar algumas atitudes inerentes do péssimo perdedor.
     Por que existe essa falha? Para melhorarmos, muitas vezes falhar é melhor do que ganhar! Críticas são melhores que elogios! Quando se perde, algo está errado, e consertando isso você pode melhorar ainda mais.
     O primeiro erro básico é tentar achar os motivos da derrota no adversário. A culpa ( no sentido de responsabilidade, pelo amor) é totalmente tua. Pensando assim, você se torna independente do adversário, melhorando apenas seus pontos fracos, focando em suas habilidades.
     Esse sentimento de que a culpa da sua derrota é justamente a vitória do oponente é terrível. Pois a partir daí você não consegue desassociar o oponente com o que está se competindo, logo, começa a ser criado um sentimento negativo contra o competidor, o qual não tem fundamento nenhum! Pois se originou do próprio erro de confundir as coisas.
     Um exemplo disso, já fui chamado muitas vezes de metido, o cara que acha que sabe tudo. Quando escuto isso, tento parecer impassível, mas estou na verdade rindo por dentro. Por que NUNCA, isso mesmo, NUNCA, ouvi essa crítica sem a famosa pitada de sentimento negativo da pessoa que falava. Críticas devem ser preferivelmente de forma neutra, mas qualquer uma é aceitável.
     Penso o seguinte, e se alguém não concordar comigo pode comentar aí. Se uma pessoa possui qualquer tipo de defeito, você não deve odiá-la por isso, e não é por que ninguém é perfeito, que se exploda isso. É justamente por que um defeito já impõe um sofrimento para a pessoa devido a justamente ela ter esse defeito. Então uma pessoa metida já irá sofrer por ser assim, pois é uma enganação que faz a si mesma. Perceber isso será complicado (como posso eu não perceber ainda) mas isso já é suficiente.
    Agora vamos entender mais esse negócio de "se achar o sabe tudo". Olha como isso é ilógico. Se você diz que uma pessoa é assim, é justamente por que você discorda, ( óbvio que não é possível saber tudo, mas vamos nos ater somente a essa atitude) e é muito fácil desmascarar isso. Utilizando-se da Razão, é possível demonstrar a falta de conhecimento, com também ela própria se vê diante de seu grande desconhecimento.
     Mas isso faz parte, por exemplo, quando decidi me tornar vegetariano, fui duramente criticado, apenas por que antes de tomar essa decisão tinha me colocado contra uma das justificativas de muitos vegetarianos, e digo que AINDA sou contra essa justificativa. Mas a ideia do vegetarianismo, ultrapassa esse argumento em muito. Mas não... Sou hipócrita por querer conhecer uma ideia, sou hipócrita por que não sou absoluto, por que não escolho uma visão e fico fechado apenas para ela. Por que não vão chupar uma vaca?
     Então toda vez que vejo uma crítica feita a pessoas que estão tentando saber mais, ou se inteirar dos problemas globais, como ajudar de alguma forma, discutir e aprender novas posturas, percebo que o emissor dessa crítica, é justamente (até hoje não vi ninguém diferente) alguém que nada faz a respeito do que critica e muito menos possui uma postura melhor.
     São justamente essas pessoas que talvez não cheguem até o final desse texto, aquelas que vão pensar: "As pessoas tem razão mesmo de chamar ele de metido, fica dando lição de moral". Talvez não cheguem nesse trecho: O caso é que eu vejo que já fiz isso muitas vezes, ultimamente vi duas pessoas querendo ajudar e se integrar em boas ações e sair um pouco do sistema. Eu não critiquei, mas não achei certo o caminho que elas tomaram, porém não disse nada. Agora vejo que errei em não dizer nada, ainda assim apoio totalmente a vontade de ajudar, a vontade de transformar um pedacinho de cada um. Porém vou entrar em contato com elas, e expressar minha opinião.
     Depois de um tempo sem postar nada, deixo um recado para lembrá-los que eu não desisti ainda. Seja um texto prático como esse, que envolve a Ética e o relacionamento humano, seja um ensaio sobre os maiores problemas que nos assolam, minhas últimas descobertas e meus principais questionamentos ( está em pauta, mal posso esperar para escrevê-lo para vocês, na verdade eu começaria hoje, mas antes achei necessário abordar essa atitude e ainda acho necessário falar sobre mais uma coisa que vai ajudar muito na minha falsa Magnum Opus)
     Antes de qualquer despedida, gostaria de pedir para esquecerem os rótulos.

terça-feira, 30 de outubro de 2012

Movimento relativo das pessoas rezando

     Hoje, cheguei a uma conclusão. Conclusão é uma palavra tão enganadora não? Até hoje foram poucas conclusões de fato. Tudo deve estar sujeito a mudança, então é por isso que hoje vim fazer um protesto. O tempo é curto, mas muito há para se falar.
     Muito curto realmente, antes de voltar aqui, reconheço minha ausência, gostaria de lembrar uma coisa. Vamos relaxar! Não sei as outras pessoas, mas percebi que naturalmente não levo as coisas a sério. Bom, algumas coisa eu acho que sim, mas as coisas que realmente não devem ser levadas a sério eu REALMENTE não levo, e dou graças por isso.
     O caso é que eu já vi muitas pessoas se dizendo superiores a outras por causa de um certo aspecto ou outro e elas estarem completamente erradas, como um velho amigo meu diria: Sempre que você pensar que você é bom, terá alguém duas vezes melhor, e todas as vezes que você pensar que é ruim, terá alguém muito pior... E isso é interessante, não nego que eu muitas vezes já fiz isso! Porém acho que eu tenho uma vantagem - ironia? - que seria: Eu simplesmente não ligo.
     A condenação, eu sou bom por causa disso, você é ruim por causa daquilo. Essa é a ideia bem prematura, mas guardem minhas palavras, vou retornar com isso. Tomara que eu lembre desse texto. Talvez se juntar tudo dos meus rascunhos - esse aqui já não é mais um deles - dê para fazer um suco.