quinta-feira, 17 de outubro de 2013

Biocida

     O famoso Design inteligente me parece muito careta. Se foi mesmo engenhoso, usou toda inteligência para criar o maior jogo de sadismo que esse universo já viu. E nesse teatro macabro, atuamos nós, seres humanos, sem ensaio, muito menos roteiro.
     Faz-se necessário observar as extremas dificuldades enfrentadas por espécimes em meio natural. A Natureza é árdua, a princípio. A maioria dos nichos é perigosa e põe os animais em constante luta pela sobrevivência. A incessante luta, já é suficiente para entreter o animal.
     Quando essa questão é analisada com essa ideia de vida como uma distração, ela torna-se algo incrível. Seguindo porém, outra linha de raciocínio, a vida desde o início é um grande mistério, em si é o maior exemplo de que a curiosidade matou o gato.
     Aparentemente não detectamos a vida propriamente dita em outros planetas, o que mostra o quão rara essa formação é; de fato, o ser vivo é convidado por si mesmo para um universo que não precisa dele. A não ser é claro, para que o universo tenha consciência de si. O que me diz de um planeta inabitado, no qual sua atmosfera começa a gerar reações químicas que darão gênese às primeiras substâncias orgânicas?
     A vida começa sem ser convidada, estrutura-se de uma maneira completamente aloprada, mas harmônica. Aloprada pois as interações entre os seres vivos são, com toda certeza, aquilo que poderíamos comparar às ligações nos átomos, ao cimento nos edifícios e a costura nas vestes.
     Vou dizer o que a Mestra fez, é claro, não vou ensinar nada, somente apresentarei  uma ótica interessante. Sua estratégia é de auto-sacrifício, visando sua mantença.
     É importante frisar que  falo da Vida como um tudo, mas seria impossível tentar falar sobre o todo sem aquilo do que ele é formado; os seres vivos. Além disso, cabe colocar aqui a definição que irei usar na maior parte do texto, sendo a vida um período entre o nascimento e a morte. Pois bem.

A dor como ingrediente da vida

     Algum infeliz, que aliás, foi feliz num ato, deu um empurrãozinho e hoje vemos tamanha diversidade na nossa biosfera. As responsáveis, naturalmente, foram as leis físicas que regem nosso universo. A partir daí espalhou-se por todo o globo, se foi um processo mais lento em certas épocas, agilizou-se com a Explosão Cambriana.
     Encontro importantíssimos três estágios. O primeiro deles é a transição entre o vivo e o morto, o que é explicado pelo ciclo dos organismos. Se algo está vivo, é porque antes estava "morto", e vai morrer novamente. Então quando o desenvolvimento de um indivíduo  se dá por meio de compostos inorgânicos e orgânicos, ele inevitavelmente vai voltar a ser apenas esses compostos, então forma-se o paradoxo:  A vida consiste em animar o inanimado, mas não consegue se manter sem tornar-se novamente inanimada.
     Se acabássemos com todos os ciclos de todos organismos, matando-os, nada haveria de diferente daquele momento em que só haviam substâncias "mortas", cerca de 3 bilhões de anos atrás. A não ser uma condição muito mais propícia para que tudo se reciclasse.
     O segundo estágio é quando ocorre uma relação de prejuízo (ou relação desarmônica, se preferir) entre seres vivos. Os heterotróficos explicam muito bem esse processo de sacrifícios - mencionado anteriormente. A Vida é a única manifestação conceitual que precisa provocar danos a si mesma para desenvolver. (Estou transitando entre a perspectiva do todo e do indivíduo)
    Se um elemento preda o outro, é com certeza um prejuízo total para a presa, mas também é a única forma do predador progredir. Temos: É preciso avariar, ou seja, inanimar para que possa, por sua vez, criar novos indivíduos e manter outros.
     O terceiro, e precursor de muitos problemas, é o aparecimento de uma sistema nervoso mais complexo, que aumenta a sensibilidade e reação ao meio. Com isso, possibilidades como sentir dor, prazer, e uma gama de estímulos transformam-se em realidade. É nessa parte em que pergunto o quão longe essa Mestra já não foi, e se não deveria parar por aí.
     A natureza é a criança educada, munida de uma lupa num dia ensolarado, ela sorri e diz: Que venham à mim as formiguinhas!
     Minha intenção é plantar a mesma dúvida que me atormenta: A evolução, o desenvolvimento dos seres vivos, os processos de adaptação e seleção natural, e principalmente a possibilidade da criação de um Campo subjetivo nos seres humanos, tudo isso, é imbuído de que valor moral?
     
Um marinheiro confuso, num barco sem rumo

     A condição de tornar-se um organismo, ou seja, tudo que proporciona isso, é uma avalanche de mecanismos harmônicos que trabalham, gerando essa enorme biodiversidade. Até alguns milhares (ou talvez milhões) de anos atrás, nenhum ser tinha a consciência de sua estadia. Eis que surge um mais intrometido que a própria vida! E entende um período pelo qual tem noção do seu metabolismo, da suas atividades nesse mundo. 
     Nos interessa antes disso acontecer, por enquanto. Antes desse evento catastrófico, o que poderíamos dizer? O que mais me persegue é o fato de que a vida não possui sentido para qualquer um!      
     Qual o sentido da vida de um animal? Ele luta por sua sobrevivência, faz tudo apenas para continuar vivendo? NÃO! Ele faz isso para continuar vivendo e para REPRODUZIR-SE. Sim, tudo gira em torno de passar seus genes adiante, mas qual a finalidade disso? Bem, evoluir. Criar mais e mais vida, para que isso se repita indefinidamente, passando por altos e baixos, evolução, extinção...
     Eu não sei se estou me induzindo a crer, mas não está presente uma enorme dose de sadismo aqui? Quero dizer, estamos a par das condições do mundo natural (a maioria de nós) e sabemos que nada de bonito há no leãozinho que retira da zebra o seu alimento, matando-a. Muito menos no dragão-de-komodo, que mesmo a sua presa escapando de um ataque, estará morta em alguns dias devido a uma infecção generalizada oriunda da mordida do lagarto. Simples assim, um coquetel de bactérias e uma morte lenta e dolorosa.
     Represento com esse subtítulo, a experiência que toda forma de vida no nosso planeta está submetida. Pense comigo, que por exemplo, o número de bactérias na sua pele é maior que o número total de células do seu corpo, e que foi de um indivíduo primitivo como esse que possibilitou que você, primata do gênero Homo seja como é.
     Somos os poucos, os ínfimos tripulantes conscientes de uma expedição gigantesca chamada Vida.
   
Consciência

     Nunca foi meu desejo tomar as dores da humanidade e me corroer com tamanha desgraça e tantas histórias horríveis. Porque assim o são.
     Nunca foi meu desejo fazer-me manifestação dessa vida. Ter consciência. É a palavra mais pesada que já aprendi. Seria necessário um léxico de uma dúzia de escritores clássicos para equiparar-se a essa palavra. 
     Por causa dessa coisa chamada consciência, nós refletimos muito. Acabamos inventando um mundo. É o que defendo. A nossa vida hoje, é baseada em ideias tão alheias ao mundo natural, coisas que surgiram da imaginação de algumas mulheres e homens. Dinheiro. Filosofia. História.
     Estabelecendo uma exemplificação: Um leão que mata um búfalo para alimentar-se. O leão é um animal restritamente carnívoro, não podendo obter seu alimento de qualquer outra fonte que não seja carne. Esse cenário é imperturbável quando analisado assim, mas basta adicionar a Consciência que temos um conflito instantâneo. BOOM! O processo de morte envolvido é extremamente doloroso, além de cessar ali uma vida. Mas por outro lado, se o leão não alimentar-se do búfalo, quem morrerá (de maneira não-menos cruel) será ele. E aqui retorno ao primeiro subtítulo, por que a vida deve que se firmar de modo que sempre haverá essa relação desarmônica, haveria algum tipo de Evolução que não incluísse a dor e essa constante disputa? Por que a vida é essa constante disputa? Essa seleção natural, selecionados para quê? Por que, ó raios, o leão tem que matar para viver, caso contrário morrerá?
     Agora, como ser humano, posso escolher entre matar um animal ou optar por uma dieta vegetariana. Porque sou naturalmente habilitado a ter uma dieta onívora. Imaginemos agora então, um cenário em que o ser humano seria um ser estritamente carnívoro, como o leão, mas ainda dotado de consciência, ou seja, tendo a ciência da dor causada à presa. Então, o que se haveria de fazer? Para que não me atenha apenas a natureza do heterótrofo, que tal se as plantas possuíssem uma sensibilidade igual aos animais, de modo que em qualquer dieta o sofrimento fosse gerado. O que seria moralmente correto?
     Esse é o grande problema, a priori, aqui não existe moralmente, muito menos correto. Esse é o léu desse mar caótico que navegamos, só que dotados de uma espécie de bússola traiçoeira; a noção do "mal" que causamos. Mas agora, a parte de qualquer mal que causemos, também aponto: Ora, minha natureza, você mesma se construiu com violência e dor. Como acha que seus filhos dotados de consciência devem se comportar?
     É claro que ela não me responde. É claro que ninguém me responde, nem eu mesmo. Mas isso não me desanima. Porém, eu preciso terminar o que comecei aqui, então sigo.
     Nós sempre queremos nos colocar de uma maneira distante dos animais, como civilizados. Sempre procuramos nos afastar daquilo que é selvagem, inculto, primitivo, aparentemente irracional. Conseguimos? Sim, grande parte do tempo para uma minoria de pessoas. Essas, providas de todo o tipo de conforto, podem sim ficarem alheias ao comportamento considerado selvagem.
     E acho que é uma bela proposta, se não fosse aplicada de maneira tão errada, e cruel.
     Seria boa se procurássemos nos afastar da dor provocada conscientemente na natureza. Me pego rindo num momento desses dos texto, porque penso no que todas as nossas leis são baseadas, e como o ser humano é contraditório. Um assassino, por que é condenado? Por que matou? Então, mas o câncer mata muitas pessoas, não só uma, como nosso amigo assassino, mas milhões. Tal qual a tuberculose. Por que não existe uma legislação específica para determinar a pena dessas doenças? Certo. Que exemplo ridículo, pensemos então num acidente em um zoológico, em que um crocodilo ataca uma criança e a mata. Ele poderia ser julgado, condenado.
     Se é então, a noção ao cometer um crime que condiciona a condenação, que prendam a raça humana! Estamos matando crianças de fome ( não se preocupem, é normal um leão matar uma cria que não tem seus genes), fomentando guerras (chimpanzés são extremamente territorialistas, travando sangrentas disputas entre as coalizões*) promovendo um holocausto sobre bilhões de animais terrestres e marinhos para alimentar a boca de uma pequena parcela da população (lobos comem alces; ursos-marinhos focas; cobras ratos; e crocodilos qualquer presa) sendo que para que isso seja possível, milhões de hectares destinados apenas a alimentação animal (para que dar os grãos diretamente às pessoas, não?). Mães abandonam seus filhos (a fêmea de uma espécie de besouro come parte da sua cria, caso falte alimento).
     Sim, a vida é uma mistura de belo e feio. Dor e prazer. Na medida certa? Pensando no conjunto, talvez, analisando-se cada indivíduo, não.
     Levou-se bilhões de anos - considerando que apenas o ser humano desenvolver uma consciência no universo - para que a Natureza pudesse olhar-se no espelho. Somos feitos de material estelar. É isso o que somos, e estamos provando de uma visão que nunca antes foi possível. Esquecemos nossas verdadeiras origens, não planos divinos ou qualquer tipo de predestinação.
     Após evocar todas essas questões, e ainda deixarei muito em aberto. Após tocar na ferida, e analisar o que é a vida, essa coisa que nos envolve, que nos é. Partindo das comparações e nunca nos esquecendo da nossa própria história, de quanto ódio foi produzido, de quanto amor foi cultivado. É com essa melancolia, reflexão, sobre o que é a humanidade nisso tudo, que eu gostaria de deixá-lo, a sós, talvez não tão sozinho, pois tem minhas palavras... Mas acima de tudo, deixo-lhe novamente o convite, de pensar por todos, e seriamente, perguntar se a sua vida é isso mesmo que você já planejou, construída nos precários suportes do amanhã. Pois caso você não se lembre, o futuro é incerto, e o câncer ainda não foi preso.

domingo, 1 de setembro de 2013

Tabuleiro de tabus

    Confesso que procurei definições e discussões sobre a palavra tabu antes de escrever esse texto.  O significado todo especial concebido a essa palavra neste texto é sem dúvida muito questionável, mas deixarei a questão de lado em uma primeira escrita, permitindo-me a discuti-la em outro espaço.
     Vários escritores foram notáveis por colocar o dedo na ferida, por apontar o que a sociedade gostaria de esconder. Transformaram seus livros em olhos, e os viraram para as mazelas que nos permeiam a vida.
     Não é de longe minha intenção no momento. Eu só gostaria de falar abertamente. Queria dizer qualquer coisa que me causasse receio ao sair pela minha boca. Porque eu posso fazer isso, e vou.


Meninos e meninas

     São meninos e meninas que me deixam muito intrigado. Se estou incomodado com alguma situação, ela contamina minha mente e então tudo começa a passar por um filtro completamente diferente. Esse filtro é impressionante e, na verdade, não deveria ser chamado como tal. É mais justo dizer que em vez de filtrar algo que deveria ser de certo modo refinado, estou apenas me deixando aberto àquela alternativa. Estou vendo!
     Nunca vamos fugir de algo tão criminoso quanto a opinião alheia. Recomendo expressamente a leitura da obra de Machado de Assis: Memórias Póstumas de Brás Cubas para maiores esclarecimentos. 
     E aqui, introduzo o primeiro ponto do meu pensamento. O quanto estamos acorrentados? Acho interessante lembrar que temos muitas vezes a impressão de estarmos evoluindo ao questionarmos preconceitos e rótulos, mas eu discordo completamente. Evoluindo? De uma maneira muito cretina sim. Porém, estamos apenas compensando um imenso déficit que nos acometeu.
     Importar-se menos com comportamentos que racionalmente são ridículos, fazer da sua vida a sua, e não apenas mais uma lata de sardinha no supermercado, essas atitudes, ao meu ver, já deveriam ser naturais a todos. Possuir uma visão preconceituosa, adotar ideologias racistas, sexistas, etc, é apenas estar muito abaixo do que poderia ser considerado o primeiro passo no caminho da sabedoria. Abandonar essa escória de pensamento é apenas perceber as correntes que nos circundam.
     Ainda assim, postulando que essa busca já esteja em andamento, notam-se falhas tremendas. Momentos críticos onde aquele que supostamente possui a mente mais independente das amarras da vergonha e do politicamente correto sente sua imagem ameaçada ou sua representação para com os semelhantes tomando rumos que lhe incomodam.
     Sim. Não é assim que se supera. Atirar tudo ao lixo. Porque, quem simplesmente quer ignorar os rótulos e não estudá-los, corre o sério risco de estar ignorando apenas os rótulos que não lhe soam convenientes. Enquanto de certo modo, está apenas construindo um outro tipo de catalogação, e se esse rótulo disfarçado é ameaçado; ela afunda.
     Então, estou aqui para falar desses meninos e meninas por aí, tantos dos quais eu gostaria de falar, conhecer e fazer conhecer-me mas não terei a oportunidade. Tantos que nunca lerão essas palavras que me ajudaram a escrever hoje.
     Porém, os que estão a minha volta terão de mim o maior esforço para que - para que o quê? 
     Para que esqueçamos de tudo, tudo mesmo, mas não de modo definitivo, mas em momentos que não devemos lembrar de que existimos, ou do que aprendemos. Loucura que pretendo tentar.
     Confesso que o texto saturou-se em certo momento, mas esforço-me para transmitir algo tão importante. Me sinto tão bem ao escrever isso, estou segredando a tu, e não fazendo qualquer discurso, e nesse clima tão próximo e gostoso, prossigo.


O fracasso é perturbador

    Sou agora, Arthur. Olá, estava eu postando alguns vídeos no blog. Gostaria de ter me dedicado mais, mas não o fiz. E como resultado, após duas postagens já não sabia o que postar. Acabei encontrando algumas coisas interessantes, mas passou longe do que eu pretendia. 
     Acho interessante dizer-lhes que eu nunca escrevi do modo como eu escrevo nesse "subtexto". É um modo tão singular que só foi revelado pois é o melhor tradutor do que eu quero fazer nesse texto.
     Todos que já tiveram a sua adolescência ou a vivem, vão entender perfeitamente do que eu vou falar. E não sei como essas coisas vão se mexer dentro de você, porque elas foram deveras cruéis com muitos, e imperdoáveis para outros.
     Por mais que tentamos crescer interiormente, ainda somos oprimidos. 
     Vou ser bem direto, pois não quero me prolongar sobre tudo aquilo que precede momentos como os que vou citar, então conto a vós:
     Que aquela vossa tia que pergunta sobre "as namoradinhas" ataca tão fundo quanto uma lança afiada, diretamente no seu emocional. 
      Que aquele tio que pergunta "já comeu?" morde um lado vulnerável. E que eu seja perdoado pela grande presença de perguntas comumente dirigidas a um menino, o que já chama atenção. Já preocupa.
      O fracasso é perturbador.
      O óbvio ignorado é mais valioso que o subliminar descoberto. Se eu dizer que ninguém gosta de falar de suas falhas, vou estar dizendo algo muito evidente. Mas até que ponto somos incitados a falar dos nossos erros, e até que ponto as outras pessoas se sentem confortáveis dentro disso? 
     Penso que a minha segunda pergunta não faria tanto estrago a uma pessoa que já teve uma relação sexual com a parceira. Então, ai não existe uma falha sua, portanto, torna-se incrivelmente um bizarro mérito, de modo que ela vai tentar expô-lo ao máximo. (para quem?)
     Acho incrível como o conteúdo sexual está envolvido. Mais intrigante ainda é que não se trata de falar sobre sexo, mas sim sobre o seu sexo. Sobre o seu corpo, sobre sexo e que envolva a sua pessoa. Quantos dramas pessoais não moram nessa região?
     E agora como estou falando de um assunto mais específico (e vou abordar mais "derivações" nesse contexto) gostaria de questionar a esmagadora incidência da exigência nos homens. São com certeza os mais bombardeados com essas violações que os deixam aptos a ferir outros e geram um ciclo que é ridículo, pois não se ganha nada, somente mais e mais danos. Mas o que danos consecutivos entre machos lembram? Competição. Sexo é matéria de extrema importância para o macho, por que não colocar aqui uma frase:
     "...Em espécies que se reproduzem sexualmente, o único modo de fazer filhos é misturar os próprios genes com os de um outro indivíduo. E o único modo de fazer isso, para os homens, é atraindo uma fêmea da espécie pela sedução. É por isso que os machos da maioria das espécies evoluem para agir como se a cópula fosse o ato mais importante da vida. Para os genes masculinos a cópula é o portal para a imortalidade. É por isso que os machos arriscam suas vidas por oportunidades de cópula -  e é por isso que um louva-a-deus continua copulando mesmo depois que a fêmea comeu sua cabeça."
     Algo que me diverte são as pessoas que insistem em afastar o ser humano dos animais. Sendo que os primatas Homo sapiens se comportam exatamente como qualquer animal quando se trata de... tudo. Mas aqui o assunto é sexo, é não há de ser diferente. Basta recordar que o assunto que mais permeia uma roda de amigos é sobre mulheres, que existe um pensamento sexual latente vinte e quatro horas por dia, que é potencialmente excitado por qualquer tipo de estímulo.
     Uma das derivações que gostaria de anotar também é uma questão que persegue todo menino. O xingamento mais comum e forma de provocar mais ordinária para um garoto é ser chamado de gay. Tenho alguns pontos sobre essa questão.
     Em poucas palavras, o homossexual é uma afronta ao ciclo mencionado anteriormente, pois como há de ser inserido? Aliás, quando a tia pergunta "e as namoradinhas" está se esquecendo da possibilidade homo afetiva (ou tentando não lembrar-se hahaha).
     Por fim, gostaria de enunciar certas falhas que realmente desnorteiam-nos. São relacionadas a alguma tarefa que deveríamos desempenhar com determinado desempenho, mas não o fazemos. A frustração nossa de cada dia não poderia queimar mais forte com a o dedo alheio nela pressionado. 
     O fracasso é perturbador.
     Quanto mais exclusivo o problema; maior a dor. Principalmente no que diz respeito aos laços. Coloque na mesa a fraquezas e desaventuras que uma pessoa possui em relação a seus laços e faça trabalhar sobre isso, é o mesmo que convidá-la a um inferno.
     Um pequeno exemplo disso (pois acho interessante provocar esse experimento) é um pai distante que não consegue estabelecer um diálogo aberto com seu filho, irmãos que não se encaram de frente, fogem e vivem como irmãos de sangue, mas nem de longe conhecem o íntimo de cada um. Vivem na mesma casa, cada um com a sua rotina, na hora do aperto são muito próximos, se amam. Mas... 
     Foi muito difícil achar uma forma de expressar esse pensamento. Basicamente tenho vergonha daquilo que sou e que é feio. Se meu corpo é feio. Se não correspondo aos critérios que citei. 
     O fracasso é perturbador porque evoluímos aprendendo que a derrota significa a extinção dos genes. A seleção natural.

Tabuleiro de tabus

     Somos enxadristas tão habilidosos que nos espantaríamos com tamanha maestria para lidar com as imposições dos outros participantes. Toda essa rede de complexidade parece ser fácil de escapar quando dissolvida e desmascarada. Mas meu maior temor são tremendos nódulos dentro de cada um que geram seres humanos com algum tipo de trauma.
     Desde pequenos, somos testados e (o mais importante) testamos os outros. Essa conversa sobre bullying parece brincadeira de criança quando avançamos pela idade adulta. Enormes buracos na personalidade, e uma instabilidade emocional gigantesca são boas consequências para se citar.
     E os feios e feias, que sempre foram deixados de lado, que não conseguiam ganhar a atenção do parceiro e por isso glorificar-se com o objetivo de toda forma de vida que já pisou na face da Terra. Reprodução. E na sua feiura terão de cultivar uma beleza de forma duvidosa, mas que pode acabar dando certo.
      Lembra-te agora, quando disse que o assunto mais recorrente entre amigos era sobre mulheres? Seria interessante notar o jogo empregado, pois, por que haveriam de comentar senão para saber a opinião dos outros? Então analisando friamente essa situação, temos: Comparações e expressões como: "Eu como ela três vezes" (perdoa os exemplos ridículos) o que seria uma espécie de exaltação de si mesmo, que se manifesta repetidamente, ao mesmo tempo que cada um está medindo a reação do próximo. 
     Vamos vivendo imersos em tanta competição, mas somos dotados de uma consciência que nos amaldiçoa devido a nosso fracasso. Essa é a maldição que recai sobre a humanidade. Sua consciência identificando as incoerências da "animalidade". É saber do podre da maçã, mas não ter poder sobre sua mão que a colhe, ou sobre a boca que a mastiga.

segunda-feira, 26 de agosto de 2013

A$$A$$INO

Money.. it's a hit.
https://www.youtube.com/watch?v=cpbbuaIA3Ds

O que é o dinheiro? Papel? Riqueza? Equivalência em qualquer produto que se possa imaginar?

...Felicidade?

Não posso responder-vos, porém adianto: É grande integrante de um espírito de época; sua essência.

Zeitgeist - Addendum

https://www.youtube.com/watch?v=Z71lo_OeD34

E no final do vídeo uma entrevista com Peter Joseph (produtor, diretor e narrador da série Zeitgeist).

sexta-feira, 23 de agosto de 2013

Limiar do controlado

Quando as regras não servem.

É quando a fome bate
O medo assombra
a carne sucumbe
A mente vacila

Mente. Mind.
Mentalize.
Mental - lise.

http://www.youtube.com/watch?v=8Bp-cgUQpbk&hd=1

quinta-feira, 22 de agosto de 2013

A pale blue dot

O que realmente é real nisso tudo? Eu acredito que inventamos quase tudo do que vivemos. São apetrechos virtuais: sistema, guerras, religiões, gramática,etc.

Então quando paro para pensar nisso, simplesmente o ódio torna-se completamente esvaído de sentido. Acredito que esse vídeo foi uma escolha feliz, principalmente após a última postagem. 

quarta-feira, 21 de agosto de 2013

Fazemos muito barulho

Os humanos que nunca hesitaram ao proclamar a terra como pertencente à humanidade, são justamente aqueles que por sua vez não carregam um senso de coletividade. Não existe "nosso" dentro do "meu", existe apenas meu.

E eles sempre possuem seus representantes, que vêm a cada geração. E como serão punidos? Impossível, quando morrem simplesmente dão seu lugar a outro macaco ambicioso.

http://www.youtube.com/watch?v=8APbPfy3atg&hd=1

terça-feira, 20 de agosto de 2013

Olhe no espelho

Não ousaria responder a pergunta que é apresentada como título nesse documentário. Muito menos relacionar a resposta a seu conteúdo, porém, fez-se iluminador e provocante, e por isso invoco-o.

https://www.youtube.com/watch?v=o7TZLnL7HLA&hd=1

Quem somos nós? Não... Prefiro: Do que somos feitos?

domingo, 18 de agosto de 2013

Sonichi

     Não pretendo condecorar esse período com belas palavras ou adulações desnecessárias. Meu interesse não é chamar a atenção, nem atingir o máximo de olhos possíveis. Eu descobri que aqueles que me interessam virão, se eu me manter no caminho.
     Portanto, deixo como a primeira amostra, introduzo a primeira gota, deixo a pegada pioneira. Esse documentário possui suas falhas, claramente. Porém, foi um dos que mais se aproximaram de algo realmente valoroso que não mediu esforços para desmascarar as mentiras mais contadas para a  humanidade.

Zeitgeist.

Espírito de época.

A humanidade, no caminho do mal.


quarta-feira, 14 de agosto de 2013

Exórdio

Como meus dedos formigam, não consegui ficar sem digitar essa introdução.

Não só os dedos, miseráveis, pois são usados pela mente, para manchar a vida dos outros. Através de um movimento descompassado transmito ideias que mais me parecem fetos abortados, já que saíram da placenta da minha mente.

É evidente que os eventos da minha vida são traduzidos muitas vezes em textos do blog, pois bem, dessa vez uma situação que já vinha se arrastando há um certo tempo finalmente esvaneceu-se, ou pelo menos é o que eu acredito que tenha ocorrido.

Bem, é por isso que não estou num momento crítico que produziria um texto por sua vez mais ácido. Não é minha intenção corroê-los hoje, de qualquer forma. E após esse breve vestíbulo, vamos ao grande anúncio!

Em quatro dias começarei aqui no blog um período estranho, no qual irei publicar artigos, excertos,  vídeos e o que me for possível para mostrar-lhes conhecimentos que na minha opinião devem ser espalhados. Admito: a maioria das pessoas simplesmente não quer saber, mas quem são vocês que leem este blog?

Exatamente, quem são vocês?

Eu não sei. Mas, digo uma coisa: Vou-lhes mostrar quem sou eu.

Ou pelo menos tentar.

***

     Essa atitude vem da minha vontade imensa de conhecer-vos. Adianto que muito do que eu vou publicar é chato, cansativo, e provavelmente alguns vídeos terão durações cinematográficas. Tudo isso, é claro, eu reuni talvez durante anos, e portanto não recomendo que sejam consumidos com a frequência com que vou postar aqui.
     O meu objetivo com tudo isso, é lançar uma luz ao meu tipo de pensamento, mostrando claras influências aos meus textos, e mais importante, à minha pessoa.
      
































HAHAHAHAHAHAHAHAHAHAHAHAHAHAHAHA


Realmente achais que era por isso? 

É porque... Na soslaia dessa atitude, é um teste. É muita prepotência minha acreditar que mostrar-vos-ei a verdade, não? 
Mas ainda assim não existe contra-indicação para o que eu pretendo. Esse "teste", é uma forma de aprender mais ainda, só que com quem tiver a possibilidade de ler o que vou postar. 

Acima de tudo, é porque eu acredito que tenho que passar isso adiante, e por mais que muitas vezes certas sapiências pareçam mais maldições, considero que elas são só assim, por que as verdadeiras maldições estão mascaradas como bençãos.

Faço pela humanidade. Mas isso não quer dizer nada...